terça-feira, 12 de junho de 2012

O QUE O MERCADO DE TRABALHO VALORIZA NAS PESSOAS

A cada dia o mercado de trabalho se torna mais exigente. Encontrar um emprego pode até ser fácil, mas manter-se nele é que é difícil.  Para se fixar n o mercado é preciso muita competência e, principalmente, estudar, ler estar bem informado sobre os assuntos tanto do trabalho como do cotidiano. Pois, nos é notório que terminar um Ensino Médio ou uma Graduação, ter um curso de datilografia ou de informática não são mais critérios relevantes na  busca de emprego fixo.
Por isso, se você está interessado em como fazer sua parte para que o sonhado emprego surja esteja preparado e leia o que Milet aconselha.
Johniere Alves Ribeiro


O que o mercado de trabalho valoriza nas pessoas? Saiba quais são as 10 principais qualidades
Por Paulo Barreira Milet | Eschola.com – 11/03/2012 19:57:00
Outro dia eu conversava com um amigo empresário e ele me perguntava quais seriam as principais características que eu valorizava em um empregado.
Eu nunca havia pensado nisso de um modo estruturado, mas em mais de 30 anos de atividades profissionais como empregado, gerente, consultor e empresário, acabei desenvolvendo uma lista de critérios que usei ao longo da vida e que agora compartilho com os leitores.
Essa lista não tem nenhuma pretensão científica e nem esgota o assunto. Mas reflete minha opinião, sedimentada ao longo dos anos. Coincidentemente, vi no Yahoo! Uma matéria tratando exatamente do caso contrário, “Os 10 comportamentos mais inadequados no trabalho”. Certamente os dois se complementam.
Usei o gênero masculino nos exemplos apenas para não ficar cansativo, mas certamente se aplicam, e bem, também às mulheres:
1. Iniciativa/Liderança: O LÍDER
Não esperar ordens para se mover. Fazer em primeiro lugar. Propor, sugerir, antecipar. Ter a habilidade para convencer e/ou motivar as pessoas a fazer algo, tanto por atos, quanto por palavras e exemplos. Proativo. Auto motivável.
2. Criatividade/Flexibilidade: O CRIATIVO
Capacidade de criar coisas novas; espírito inventivo; olhar um assunto por vários ângulos. Estar preparado e predisposto para mudanças. Ser adaptável. Ouvir e procurar compreender a motivação dos outros.
3. Trabalho em equipe: O AGREGADOR
Gostar de trabalhar em grupo. Capacidade de se alinhar com pessoas que trabalham na mesma tarefa, ou que unem os esforços com um mesmo propósito. Ter o espírito de solidariedade que anima os membros de um mesmo grupo. Saber elogiar (pode ser em público) e saber repreender (sempre em particular).
4. Capacidade de aprender e de mudar: O APRENDIZ
Gostar de coisas novas, ser curioso. Capacidade de procurar as respostas por si mesmo. Observador. Buscar entender o porquê das coisas. Capacidade de modificar, transformar, converter seu comportamento em função de fatos novos.
5. Respeito à opinião alheia: O EDUCADO
Tratar alguém ou alguma coisa com cuidado, atenção, deferência; Ter consideração, reverência. Capacidade de entender motivações diferentes das suas. Aceitar a diversidade, a divergência e a variedade de opiniões e comportamentos.  Saber ouvir. Não se irritar por bobagem.
6. Visão de cliente/qualidade: O SERVIDOR
Ter a visão de que a pessoa que compra ou usa um bem ou serviço entregue por você (dentro ou fora da empresa) é o principal mantenedor do seu emprego. Entender qualidade como a satisfação e superação das necessidades do cliente. Querer fazer sempre melhor.
7. Elegância no tratar e no agir: O ELEGANTE
Tratar as pessoas de modo íntegro, reto e ético. Demonstrar distinção na forma, na maneira, nos trajes. Saber escolher as palavras conforme a ocasião. Criar clima de respeito e colaboração. Ser uma pessoa “do bem”. Simpático, atencioso.
8. Assumir compromissos e cumpri-los: O CUMPRIDOR
Ter comprometimento. Saber se posicionar. Entender a importância de realizar a tarefa no tempo e com a qualidade prevista. Cumprir prazos. Ser confiável. Antecipar problemas que possam surgir. Não fugir da responsabilidade.
9. Experiência anterior/Conhecimento geral: O EXPERIENTE
Ter passado por situações similares. Saber reconhecer padrões. Conhecer modelos de processos, sistemas e organizações diversas. Gosta de ler e debater temas do momento. Conhecer e reconhecer estilos de pessoas. Ter a formação básica necessária.
10. Conhecimento para o cargo: O PREPARADO
Ter as informações e conhecimento para o desempenho das tarefas. Conhecer os manuais de procedimentos. Saber as normas e rotinas da empresa.
Vocês vão perceber que coloquei conhecimento para o cargo como o número 10. Se você tiver as outras nove, a décima você aprende rápido!
Depois de pronta, percebi que a lista não serve apenas para empregados, mas também para gerentes, empresários, sócios, estudantes e simples colegas de trabalho. (Leitor, qual é a sua lista?)
Se você tiver várias dessas características, pode ter certeza que vai crescer profissionalmente. Se o seu chefe não valorizá-las, sinto muito: Troque de chefe. Ele não te merece!
Paulo Barreira Milet é empresário, sócio diretor da Eschola.com, Matemático pela UnB com MBA pela FGV/RJ

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dicas - Concurso Público

Está estudando para concurso público? Veja o que o texto abaixo sugere. São dicas interessantes e que podem ser aplicadas tanto aos concusos público quanto aos vestibulares da vida. 
Boa leiutra. 

Johniere


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Passo a passo de como ser aprovado em um concurso público
Por Cláudia Jones | – 01/06/2012.

Estamos inaugurando um novo ponto de encontro dos concurseiros, onde os assuntos relacionados a concursos serão sempre priorizados neste espaço. Eu gostaria de começar nosso bate-papo falando sobre o sonho de ingressar no serviço público que, para ser concretizado, precisa de certos cuidados e regras que muitos candidatos desconhecem. Para haver diferença entre você e o “outro”, não basta comprar um monte de apostilas e estudar o dia inteiro, imaginando que o esforço será satisfatório. Não, não é, e as chances de você não obter êxito são imensas.
Milhares de candidatos buscam, a cada autorização de concurso anunciada ou edital lançado, uma vaga no serviço público. São homens e mulheres, de todas as idades, em busca de bons salários, estabilidade no emprego e a certeza de uma aposentadoria tranquila. No entanto, o “concurseiro” que realmente pretende se preparar bem deve seguir etapas, que vão desde a decisão pela área a ser estudada aos simulados, considerada a fase final de todo o processo que antecede as provas. 
Quando ele decide estudar para concurso público, deu o passo fundamental, vislumbra o próprio futuro, mas não é tudo. É preciso que esse candidato, antes de mais nada, escolha a área que vai estudar para se debruçar sobre o conteúdo básico, aquele que será cobrado dentro de uma área específica, como fiscal ou bancária, por exemplo, independente do concurso que optar mais adiante. Seguindo esse primeiro passo, o de conhecimento das disciplinas básicas, ele terá uma boa base para quando sair o concurso pretendido.
Depois, é estudar o conteúdo específico exigido no edital. Com a publicação, o candidato poderá fazer um curso complementar, com os conteúdos que são novidade para ir se aprofundando nas disciplinas específicas, aquelas que não constam de conteúdos básicos.
É chegada a etapa seguinte, a de aplicar o que foi aprendido dentro da sala de aula, fazer exercícios de provas anteriores da mesma banca organizadora do concurso para o qual vem se preparando. Assim, o candidato saberá como aquela determinada banca exigiu aquele conteúdo naquela prova e até mesmo o que mais costuma cobrar ou não em cada disciplina.
Porém, nem mesmo após ter feito todas as provas anteriores o candidato pode pensar que chegou ao final da maratona. É quando deverá voltar suas atenções para os simulados. Eles darão a exata ideia de como será a "prova de verdade”, o processo de seleção, porque as questões são elaboradas por professores nos moldes da banca organizadora. Assim, o aluno poderá participar da experiência de se sentir como em um dia de prova: ele terá quatro horas para responder o mesmo número de questões que será exigido no concurso, com marcação de cartão-resposta.
É basicamente a simulação de uma prova. Mas para chegar a essa etapa, aconselho que o candidato não pule as demais, porque atropelaria todo o processo: primeiro estudar a teoria, fazendo uma turma básica ou estudando sozinho em casa; treinar a banca com exercícios e depois se preparar para qualquer prova que possa cair na mão dele. Assim, o candidato – que pode ser você! -  vai estar na frente dos demais que não fizeram simulados.
Também não esqueça de ler o edital com atenção para conhecer as regras do concurso; nele estarão todas as informações que você precisa para garantir sua inscrição e orientar seus estudos. Outra dica é examinar a sua rotina diária e definir os horários que dedicará ao estudo para ter organização e tranquilidade suficientes quando estiver entre os livros e apostilas.
Lembre-se que o desejo de ingressar em um órgão público multiplicou-se na mesma proporção que a dificuldade de conquistar bons empregos na iniciativa privada. As instituições governamentais oferecem salários, em geral, superiores aos pagos pelos outros setores, além da estabilidade oferecida. O número de inscritos em concursos públicos aumenta a cada ano, surpreendendo até as estatais e fundações que abrem as seleções. É gente que acredita que sonhos se transformam em realidade e que dependem apenas do esforço pessoal de cada um.
Bons estudos!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

FIGURAS DE LINGUAGEM

Figuras de estilo / figuras de Retórica (Portugal) ou figuras de linguagem (Brasil) são estratégias que o escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem, que são características globais do texto. Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. É muito usada no dia-a-dia das pessoas, nas canções e também é um recurso literário.
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. Mas, acredito que não só, o interessante do aprendizado deste conteúdo nos ajuda a perceber que o uso das figuras de linguagem também está em nosso cotidiano, quando dizemos, por exemplo: “ Minha boca é um túmulo. 
Trago estes conceitos sobre figuras de linguagem, porque não aceito o que algumas gramáticas normativas indicam: “ figuras de linguagem são desvios da linguagem culta”, o que não verdade.  
 
Definição: Figuras de linguagem são certos recursos não-convencionais que o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem.

Johniere Alves Ribeiro
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  • Metáfora – emprego de um termo com significação de outro em vista de uma relação de semelhança entre ambos. É uma comparação subentendida. Ex.: “O Brasil é novo, é um país pivete” (Abel Silva).
  • Comparação – aproximação de dois termos entre os quais existe alguma semelhança, como na metáfora. Existe, porém, a presença de conectivo. Ex.: A cada chuva caía como lágrimas de um céu.
  • Hipérbato – toda construção que se afasta da ordem direta (inversão). Ex.: Ao ódio venceu o amor.
  • Prosopopéia (também chamada de personificação ou animismo) – é uma espécie de metáfora que consiste em atribuir características humanas a outros seres. Ex.: Com a passagem da nuvem, a lua se tranqüiliza.
  • Sinestesia – é uma espécie de metáfora que consiste na união de impressões sensoriais diferentes. Ex.: Um doce abraço indicava que o pai o desculpara (doce = sensação gustativa; abraço = sensação tátil).
  • Catacrese – é o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para designar determinadas coisas. Trata-se de uma metáfora necessária, que, desgastada pelo uso, já não representa recurso expressivo da língua. Ex.: Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
  • Metonímia – é a substituição do sentido da palavra ou expressão por outro sentido, havendo entre eles uma relação lógica. Ex.: Ouvi Mozart com emoção (Mozart = a música de Mozart).
  • Sinédoque – é uma metonímia em que a relação íntima advém do uso da parte pelo todo ou do todo pela parte. Em outras palavras: o subconjunto é usado pelo conjunto e vice-versa. Ex.: Não é fácil ter um teto (casa); Duas cabeças de boi (o animal todo).
  • Perífrase – expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. Ex.: A Cidade Luz continua linda (Cidade Luz = Paris).
  • Anáfora – repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. Ex.: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por favor." (Chico Buarque).
  • Anadiplose – é a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no começo de outro membro de frase. Ex.: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente condena os motivos dados."
  • Antítese – consiste no emprego de termos em sentidos opostos. Ex.: “Tristeza não tem fim/ Felicidade sim...” (Vinícius de Morais).
  • Paradoxo – idéias contraditórias num só pensamento Ex.: "dor que desatina sem doer" (Camões).
  • Eufemismo – abrandamento, atenuação de uma expressão de sentido desagradável. Ex.: Aqueles homens públicos se apropriaram do dinheiro (apropriar = roubar).
  • Hipérbole – Figura que, através do exagero, procura tornar mais expressiva uma idéia. Ex.: Possuía um mar de sonhos e aspirações.
  • Onomatopéia – consiste na imitação do som ou da voz natural dos seres. Ex.: O coim-coim dos porcos parecia uma orquestra desafinada.
  • Aliteração – consiste na repetição de sons consonantais no início ou no interior das palavras. Ex.: Ele era bruto, bravo, como a agreste região onde nascera.
  • Assonância – repetição dos mesmos sons vocálicos. Ex.: "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral." (Caetano Veloso).
  • Elipse – ocorre quando há ocultamento de um termo, que fica subentendido pelo contexto e que é facilmente identificado. Ex.: Na rua deserta, nenhum sinal de bonde. (omissão de não havia).
  • Zeugma – é a elipse, numa oração, de uma palavra expressa na oração anterior. Ex.: “Nossos bosques têm mais vida/ Nossa vida mais amores” (Gonçalves Dias).
  • Pleonasmo – emprega palavras desnecessárias por repetirem idéias servindo para dar força e energia ao pensamento. Ex.: “Nunca jamais se viu tanto peixe assim” (Vinícius de Morais).
  • Anacoluto – é a interrupção abrupta de um pensamento que teria curso normal. Ex.: O Alexandre, as coisas não lhe correm bem.
  • Assíndeto – são omitidas as conjunções da oração. Ex.: Toda mãe seduz. Aquece, acaricia, fascina, atrai, deslumbra.
  • Polissíndeto – repetição exagerada de conectivo (geralmente coordenativo). Ex.: Uma procissão de rendas e sedas e leques e véus e diamantes e olhos de todas as cores.
  • Gradação – dispõe de palavras e idéias por ordem crescente ou decrescente da sua significação. Ex.: “Por uma omissão perde-se uma inspiração, por uma inspiração perde-se um auxílio, por um auxílio, uma contrição, por uma contrição, uma alma.” (Padre Antônio Vieira) (gradação crescente).
  • Silepse – concordância que se faz com a idéia que se tem no pensamento e não com a palavra que se encontra no texto. É uma concordância anormal, psicológica. De Gênero: Pedro é um Maria-vai-com-as-outras. (Pedro = masculino, Maria-vai-com-as-outras = feminino). De Número: O povo tem vontade. Falta-lhes líder. (Povo = singular, lhes = plural). De Pessoa: Os dois íamos calados. (Os dois = 3 pessoa do plural, íamos = 1 pessoa do plural). De Gênero e Número: A multidão partiu. Ninguém os detém. (Multidão = feminino e singular; os = masculino e plural).

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DA LINGUAGEM



Este conteúdo é importante, pois com ele podemos entender como se processa a linguagem para a comunicação. Quase sempre o ENEM e alguns vestibulares apresentam questões com este conteúdo.
Por isso, estude-o e relembre os conceitos sobre os "Elementos de comunicação" e "Funções da Linguagem".


Johniere Alvesa Ribeiro

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Elementos da comunicação
emissor - emite, codifica a mensagem
receptor - recebe, decodifica a mensagem
mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor
código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem
referente - contexto relacionado a emissor e receptor
canal - meio pelo qual circula a mensagem
Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação

Funções da Linguagem

Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta.
Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais.

Por exemplo: “Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”. O Popular, 16 out. 2008.

Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.

Por exemplo: “Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do bigode é sério, simples e forte./Quase não conversa./Tem poucos, raros amigos/o homem atrás dos óculos e do bigode.” (Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade)

Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade.

Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!

Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo. Veja:

“Pegue um jornal
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.”

Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema.

Função fática: O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa.
Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso receptor “Está entendendo?”, estamos utilizando este tipo de função ou quando atendemos o celular e dizemos “Oi” ou “Alô”.

Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos lingüísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música.

Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/0

Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

COMPLEXO DE ÉDIPO PSICANÁLISE E LITERATURA


Édipo Rei é um  clássico da literatura ocidental, esta peça de Sófocles é considerada uma das mais perfeitas tragédias da Grécia Antiga.

Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho tornar-se-ia seu assassino e desposaria a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo de seu nascimento. No entanto, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu, salvo por um pastor que entregou-o a Políbio, rei de Corinto.

Já adulto, Édipo descobre sobre a maldição que lhe foi atribuída e para que ela não fosse cumprida, foge de Corinto para Tebas, sem saber que lá sim é que seus pais verdadeiros o esperavam.

No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e seu amo, sem saber que seu destino estava já se concretizando, mata a todos.

Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfingie e de seus enigmas, recebendo a recompensa: é eleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta.

 Este enredo ofertou a lguns conceitos em psicologia são particulares de algumas abordagens psicológicas e o complexo de Édipo é um conceito fundamental para a psicanálise, entendido, inclusive, como sendo universal e, portanto, característico de todos os seres humanos. O complexo de Édipo caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade. Metaforicamente, este conceito é visto como amor à mãe e ódio ao pai, mas esta idéia permanece, apenas, porque o mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou aos representantes delas. 

Diante do exposto leia com o texto que segue resgatando um pouco da história da teoria de Freud: o complexo de édipo.

 

Johniere Alves




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História
Freud baseou-se na tragédia de Sófocles(496-406 a.C.), Édipo Rei, para formular o conceito do Complexo de Édipo, a preferência velada do filho pela mãe, acompanhada de uma aversão clara pelo pai.
Na peça (e na mitologia grega), Édipo matou seu pai Laio e desposou (se comprometer em matrimônio) a própria mãe, Jocasta. Após descobrir que Jocasta era sua mãe, Édipo fura os seus olhos e Jocasta comete suicídio
Sófocles, utilizou este mito para suscitar uma reflexão sobre a questão da culpa e da responsabilidade perante as normas, éticas e tabus estabelecidos por sua sociedade (comportamentos que, dentro dos costumes de uma comunidade, é considerado nocivo e lesivo a normalidade, sendo por isto vista como perigosa e proibida a seus membros).
Em seu ensaio Dostoievski e o parricídio Freud cita, além de Édipo Rei, duas outras obras que retratam o complexo: Hamlet e Os Irmãos Karamazov.
Período fálico
O complexo de Édipo é uma referência à ameaça de castração ocasionada pela destruição da organização genital fálica da criança, radicada na psicodinâmica libidinal, que tem como plano de fundo as experiências libidinais que se iniciam na retirada do seio materno. Importante notar que a libido é uma energia sexual, mas não se constitui apenas na prática sexual, mas também nos investimentos que o indivíduo faz para obtenção do prazer.
 Conceito em psicanálise
O complexo de Édipo é um conceito fundamental para a psicanálise, entendido por esta como sendo universal e, portanto, característico de todos os seres humanos. O complexo de Édipo caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade. Metaforicamente, este conceito é visto como amor à mãe e ódio ao pai, mas esta idéia permanece, apenas, porque o mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou aos representantes delas. Uma vez que o ser humano não pode ser concebido sem um pai ou uma mãe (ainda que nunca venha a conhecer uma destas partes ou as duas), a relação que existe nesta tríade é, segundo a psicanálise, a essência do conflito do ser humano. [1]
A idéia central do conceito de complexo de Édipo inicia-se na ilusão de que o bebê tem de possuir proteção e amor total, reforçado pelos cuidados intensivos que o recém nascido recebe por sua condição frágil. Esta proteção é relacionada, de maneira mais significativa, à figura materna. Em torno dos três anos, a criança começa a entrar em contato com algumas situações em que sofre interdições, facilmente exemplificadas pelas proibições que começam a acontecer nesta idade. A criança não pode mais fazer certas coisas porque já está maior, não pode mais passar a noite inteira na cama dos pais, andar pelado pela casa ou na praia, é incentivada a sentar de forma correta e controlar o esfíncter, além de outras cobranças. Neste momento, a criança começa a perceber que não é o centro do mundo e precisa renunciar ao mundo organizado em que se encontra e também à sua ilusão de proteção e amor total.
O complexo de Édipo é muito importante porque caracteriza a diferenciação do sujeito em relação aos pais. A criança começa a perceber que os pais pertencem a uma realidade cultural e que não podem se dedicar somente a ela porque possuem outros compromissos. A figura do pai representa a inserção da criança na cultura, é a ordem cultural. A criança também começa a perceber que o pai pertence à mãe e por isso dirige sentimentos hostis a ele.[1]
Estes sentimentos são contraditórios porque a criança também ama esta figura que hostiliza. A diferenciação do sujeito é permeada pela identificação da criança com um dos pais. Na identificação positiva, o menino identifica-se com o pai e a menina com a mãe. O menino tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo tem “ódio” pelo ciúme da mãe. A menina é hostil à mãe porque ela possui o pai e ao mesmo tempo quer se parecer com ela para competir e tem medo de perder o amor da mãe, que foi sempre tão acolhedora.
Nesta fase, a repressão ao ódio e à vontade de permanecer em “berço esplêndido” é muito forte e o sujeito desenvolve mecanismos mais racionais para sua inserção cultural.
Com o aparecimento do complexo de Édipo, a criança sai do reinado dos impulsos e dos instintos e passa para um plano mais racional. A pessoa que não consegue fazer a passagem da ilusão de super proteção para a cultura se psicotiza.
Referências
  1. 1,0 1,1 KUSNETZOFF, Juan Carlos, Nova Fronteira, Introdução à Psicopatologia Psicanalítica, 8ª edição, 1994. 8520904327

terça-feira, 5 de junho de 2012

O CENTAURO NO MEU JARDIM - COMENTÁRIO



"O Centauro em meu Jardim"

Ao ler o livro não há como não fazer referência ao mundo da mitologia grega. Mas, na verdade este livro de Moacir Scliar apresenta várias vertentes, dentre elas a ideia da mistura que há em nosso país, creio que é um livro que discute o confronto entre o individualismo e o coletivo, seria uma análise dos aspectos étnicos e religiosos. Isto porque o personagem central ( Guedali, o centauro) que tem sua origem judaico-russa, advindo de uma família de imigrantes aqui no Brasil, levando a discussão sobre a percepção daquilo que é “diferente”. 
Johniere Alves Ribeiro   

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Videos sobre O Quinze - Rachel de Queiroz



Raquel de Queiroz foi uma das principais escritores de nossa literatura, também foi uma das primeiras a ganhar uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Apresenta uma obra de caráter combativo e idealista. Algumas de suas personagens femininas apresentam um perfil de estarem sempre à frente do seu tempo. Seus enredos apresenta a fome e a seca como temas essenciais e tem como ambientação a aridez do Nordeste brasileiro.
Segue alguns criados a partir de sua principal obra O Quinze.
Johniere Alves Ribeiro
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O Quinze
planos de fundo: o primeiro é a saga dos retirantes do Ceará na seca de 1915;
o segundo, o romance de Vicente e Conceição.
A obra em questão é um romance com todos os caracteres modernistas e neorealistas.
Modernistas a despeito das normas vigentes da geração de 30 a 45,
em que com a atenção voltada para o nacionalismo, para a cultura brasileira,
surge então a ficção em prosa regionalista, em que a autora, com 20 anos,
escreve este, se não único romance verdadeiramente regional e social. Nele
está presente a saga dos flagelados cearenses representantes da desastrosa
seca de 1915. Estes personagens: Chico Bento e sua família, Conceição,
Vicente, mãe Nácia, também respondem pela sociedade do Logradouro e do
Quixadá, interior do Ceará, com suas crenças, costumes e tradições: “Ô meu
boi! Ô lá meu boi é! Meu boi manso! Ô ê... ê...ê...” (QUEIROZ: 1930, p. 23).
POR:
1
Luciana Mariano
2
Luciana Silva Jesus
3
Maria da Conceição S. Clemente Brito
4Rodrígo Frigerio Piva


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5
Karina Ribeiro Francischetto