Romance de 30 e contexto da “Cultura de massa”
A produção Literária da década de 1930 surge em
contexto em que á uma grande explosão da chamada “Cultura de Massa”, que tem
como carro chefe o cinema e o rádio. Nesse sentido, acreditamos que este meio
fez com que os autores desta geração tivessem o desafio de concorrer com
estes outros meio de comunicação e, assim, convencer o público da qualidade
de suas histórias. Por isso, percebemos uma narrativa em tom mais “leve” e em
uma linguagem de fácil comunicação.
Contudo, segue abaixo um pouco sobre o que ficou
conhecido “Cultura de massa”.
Boa Leitura e assista o vídeo
Johniere Alves ribeiro
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A CULTURA DE MASSAS NA DÉCADA DE 1930
CONCEITO
No final dos anos 20 e sobremodo na década de
1930, uma série de manifestações culturais – vinculadas a uma nascente
indústria de lazer – emergia poderosamente, atingindo todos os segmentos
sociais do mundo urbanizado. O rádio, o cinema e a música
popular avançavam a grandes saltos. Começava-se a viver, então, a chamada
Era da cultura de massas.
Este novo fenômeno, a utilização dos novos meios
de informação, capazes de atingir simultaneamente grandes camadas da
população, para divulgar cultura e anúncios, mereceu sérios estudos de suas
escolas de pensamento: uma nos EEUU, conhecida como Escola de Chicago; e
outra, na Alemanha, chamada Escola de Frankfurt. A primeira, preocupada com a
maneira como o homem interagiria com essas novas mídias, estudou apenas os aspecto
técnico e físico dessa interação, sem entrar na questão de que tipo de
conteúdo seria veiculado pelos novos meios de comunicação. Já a escola de
Frankfurt estava preocupada essencialmente com o conteúdo, compondo terríveis
manifestos contra a vulgarização da arte. São célebres os escritos de Adorno
e Hockheimer contra a música popular, e o também clássico ensaio de Walter
Benjamim contra a possibilidade de manter a aura das obras de arte uma
vez que fossem reproduzidas e copiadas pelas novas técnicas de comunicação.
A escola de Frankfurt foi responsável, também,
por formular o conceito de Indústria cultural, que seria o modo como a
sociedade capitalista manipularia os indivíduos, através dos meios de
comunicação de massa, para anular-lhes as individualidades e a capacidade
crítica, formando uma massa homogênea que consumiria com mais facilidade
poucos produtos culturais, produzidos em larga escala como na indústria
tradicional.
O fato é que, enquanto a intelectualidade estava
preocupada em discutir como utilizar essas novas mídias, governos,
empresários e anunciantes, festejavam o espantoso crescimento do setor.
O RÁDIO
O desenvolvimento tecnológico de transmissão e
recepção radiofônica, durante a década de 30, coincidiu com a idéia de
publicidade comercial, que incrementou as programações e a profissionalização
do meio. Os grandes líderes da época passaram a utilizar espaços no rádio
para expor suas idéias. Os nazistas estatizaram o setor, em 1933, e não se
pode imaginar a figura de Hitler sem o seu hipnótico vociferar diante
dos microfones. Stálin e Roosevelt também usaram o rádio com
enorme talento para animar seus povos. Getúlio Vargas não apenas sabia
falar com a população, mas tratou de instrumentalizar o novo meio dentro de
seus objetivos políticos. Em 1938, surgiria o mais famoso serviço radiofônico
do planeta, a BBC (British Broadcasting Corporation), cujo papel na
resistência à selvageria nazista foi inigualável.
Em princípio, a programação das emissoras privadas buscava a popularização da chamada alta cultura: música erudita, leitura de peças teatrais, noticiários, Mas nos EEUU e, em seguida, no Brasil, houve uma identificação com as exigências, nem sempre apuradas, dos ouvintes. O objetivo das emissoras tornou-se mercantil, o custo dos anúncios estava relacionada com a audiência, fazia-se necessário agradar os consumidores. Até mesmo uma rádio estatizada, como a poderosa Nacional, do Rio de Janeiro, não se furtava a disputar o mercado, valendo-se do mais intenso populismo. No Brasil, as primeiras emissoras preocuparam-se em ampliar o alcance e melhorar a qualidade de som e, em seguida, cativar o público. Os programas de variedades obtiveram repercussão imediata e neles a música popular ocupava papel preponderante. (Devemos lembrar que pouquíssimas famílias possuíam gramofones ou as “modernas” vitrolas.) Por isso, as emissoras de maior audiência (Record, Tupi, Mayrink Veiga, Nacional) começaram a contratar, com exclusividade, orquestras e cantores. Como mesmo assim, faltavam artistas, surgiram programas de calouros cujo prêmio principal era a assinatura de um bom contrato.
Embora a época de ouro do rádio brasileiro
acontecesse nas décadas posteriores (40 e 50), nomes inesquecíveis da cultura
popular já tinham aparecido nos anos 30: compositores como Lamartine Babo,
Ari Barroso; cantores como Orlando Silva, Chico Alves, Sílvio Caldas,
Araci de Almeida, Dalva de Oliveira e outros.
Numa canção de João de Barro, as irmãs Aurora e Carmem Miranda cristalizaram as múltiplas funções do novo veículo de comunicação: “Nós somos as cantoras do rádio / Levamos a vida a cantar. / De noite embalamos teu sono, / De manhã nós vamos te acordar. Nós somos as cantoras do rádio. / Nossas canções, cruzando o espaço azul, / Vão reunindo, num grande abraço,/ Corações de Norte a Sul.”
O CINEMA
No início dos anos 30, se fez o trânsito
definitivo do cinema mudo para o cinema sonoro, após o êxito retumbante de The
jazz singer, com Al Johnson, de 1927. Por possuírem as patentes
industriais que permitiam a sonorização dos filmes, Alemanha e Estados Unidos
puseram-se à frente da produção. Os alemães criaram uma série de clássicos: O
anjo azul (1930), de Josef von Sternberg; M, o vampiro de
Dusseldorf (1931) e O testamento do doutor Mabuse (1932), ambos de
Fritz Lang. Com a vitória hitlerista, muitos cineastas alemães
mudaram-se para Hollywood.
Coube, porém, ao cinema americano a primazia mundial na chamada “sétima arte”. Alicerçado em forte arcabouço industrial, sempre aberto à inovações tecnológicas, propondo diversão e entretenimento em vez de considerações estéticas ou filosóficas, lidando com a camada mais simples dos sentimentos humanos, estabelecendo um ritmo narrativo sintético e veloz, este cinema se tornou a “fábrica de ilusões” preferida do século XX. Musicais, filmes de ação, de aventuras, de terror, comédias e filmes infantis constituíram o variado “menu” oferecido aos espectadores de todo o planeta.
O cinema se adequou de tal forma à alma
norte-americana que um gênero novo surgiu para poetizar de forma rústica e
dramática o passado da nação: o western, no qual se notabilizou o
cineasta John Ford, com filmes como No tempo das diligências,
de 1939, que aproveita um célebre conto de Guy de Maupassant. Os
heróis de Ford tinham pouca verossimilhança histórica: seus
“mocinhos”, na vida real, não se diferenciavam muito de saqueadores e
assassinos, mas a força das imagens daqueles filmes era de tal ordem que
conferia a esses personagens de ficção uma dignidade exemplar. Em todos os
países, as platéias deixavam-se seduzir pela nova arte.
No Brasil, o primeiro filme sonorizado saiu em 1932, Coisas nossas, com genial samba-título do jovem Noel Rosa. Aliás, predominava então a gosto por musicais. Em 1935, Bonequinha de seda, de Oduvaldo Viana, bateu recordes de bilheteria e a música tema foi cantada em todas as cidades do país. No mesmo ano, apareceu uma dupla sertaneja que conquistaria a nação, Alvarenga e Ranchinho, em Fazendo fita. Já em 1936, a película que encantou as platéias foi Alô, alô, Carnaval, de Adhemar Gonzaga, com as irmãs Aurora e Carmem Miranda. Mas havia também melodramas como Ganga bruta, do mineiro Humberto Mauro, realizado em 1933, dramas históricos e adaptações de obras literárias. A maior parte desses filmes eram produzidos pela Cinédia, o primeiro estúdio com bases industriais a surgir entre nós.
No conjunto, eram obras ingênuas, mais ou menos
precárias do ponto de vista técnico. No dizer do crítico Paulo Emílio
Salles Gomes apresentavam “fragmentos irrisórios da realidade
brasileira”, embora permitissem um “acordo entre elas e o espectador”
porque havia um fundo de identificação entre as músicas, as anedotas e os
conflitos humanos que apareciam na tela e a vida deste público recém chegado
do universo rural.
Nos anos 40 e primeira metade dos 50, a chanchadas (comédias musicais de visão malandra/carioca) ampliariam esta identidade, até que a impregnação do cinema norte-americano se tornou tão geral, “ocupando o espaço da imaginação coletiva e modelando formas superficiais de comportamento”, que este modelo cinematográfico nacional definhou e desapareceu.
A MÚSICA POPULAR
A partir de 1930, nos Estados Unidos, a música
popular passou a ser um fenômeno de proporções continentais. Os grandes
programas de rádio eram ouvidos de costa-a-costa, facilitando o aparecimento
de novos artistas e mitos da comunicação. As condições técnicas para gravação
de discos e transmissões de longa distância vinham sendo aperfeiçoadas com
muita velocidade desde o início do século XX, fazendo com que a qualidade do
som também se tornasse um produto.
O estilo musical em ascensão, em meados dos anos 30 era o swing, estilo de jazz próprio para dançar, logo adotado pela mídia que precisava estimular a população (esmagada pela recessão desde o crack da bolsa em 29) a consumir e se divertir.
Já no Brasil a primeira gravação de um samba
deu-se em 1917, com Pelo telefone. Registrado e cantado por Donga,
a música, entretanto, era uma criação coletiva de instrumentistas, cantores e
compositores que se apresentavam em bares, cinemas, festas, casas de família
ou casas noturnas da capital federal. O novo gênero era uma mescla temperado
pela criatividade de músicos profissionais. Não se pode atribuir ao samba um
caráter de criação folclórica ou totalmente popular, embora tivesse raízes
nos ritmos preferidos pelos pobres (especialmente os negros) do Rio de
Janeiro.
O novo gênero expandiu-se de maneira rápida nos
carnavais da década de 20 e alçou-se nacionalmente através do rádio e do
cinema, nos anos 30, quando uma esfuziante safra de talentos criou melodias e
canções inesquecíveis. Coube a Noel Rosa consolidar o samba através de
uma sofisticada veia lírica, que se somou à irreverência do espírito carioca
e ao registro realista dos costumes urbanos. Apesar de ter vivido apenas 27
anos, legou-nos um punhado de obras-primas: Palpite infeliz, Conversa de
botequim, Feitiço da Vila, Até amanhã, Pastorinhas, O orvalho vem caindo, etc.
Como exemplo da força poética de Noel Rosa, observe-se excertos de algumas de suas músicas mais conhecidas: Pierrô apaixonado: (“Um pierrô apaixonado, / Que vivia só cantando, / Por causa de uma Colombina, / Acabou chorando!”); Com que roupa: (“Agora eu vou mudar minha conduta / Eu vou pra luta / Pois eu quero me aprumar./ Vou tratar você com força bruta, / Pra poder me reabilitar. / Pois esta vida não está sopa / E eu pergunto: com que roupa, / Com que roupa eu vou / Ao samba que você me convidou?”) Três apitos: (“Quando o apito / Da fábrica de tecidos / Vem ferir os meus ouvidos / Eu me lembro de você.”) Último desejo: (“Nosso amor que eu não esqueço, / E que teve seu começo / Numa festa de São João, / Morre hoje sem foguete, / Sem retrato e sem bilhete / Sem luar... sem violão. / Perto de você me calo, / Tudo penso e nada falo... / Tenho medo de chorar. / Nunca mais quero o seu beijo, / Pois meu último desejo / Você não pode negar.”) | |||||||
Littera e etc, é um blog que tem como objetivo apresentar informações do "mundo das letras" ( Literatura e Produção Textual) como também fazer ponte com outras áreas do conhecimento e apresentar assuntos da atualidade. Por isso, aproveite nossas informações, comente-as e nos mande dicas para melhorar. Johniere Alves Ribeiro
sábado, 25 de maio de 2013
Romance de 30 e contexto da “Cultura de massa”
segunda-feira, 15 de abril de 2013
É PROIBIDO COMER A GRAMA - LEITURAS POSSÌVEIS
É PROIBIDO COMER A GRAMA - LEITURAS POSSÍVEIS
O texto que segue apresenta uma leitura detida dos principais aspectos do livro e contos “ É proibido comer a grama” de Wander Piroli, que nos apresenta – meio que a conta gota, de conto em conto - uma vida urbana cheia de deslizes de “conduta social” e de hipocrisia. Aparentemente, percebemos que o livro retoma aspectos do Realismo/Naturalismo, pois apresenta a realidade “nua e crua”, desse modo, percebo que os contos de Piroli aproximam-se – guardada as devidas proporções - do também mineiro Rubem Fonseca, que em suas obras retrata em um estilo seco e direto a
luxúria e a violência urbana, em um mundo onde marginais, assassinos, prostitutas, miseráveis e delegados se misturam. A tentativa de apresenta um “mundo escrúpulos” talvez seja uma tendências dos autores na contemporaneidade, tal qual Fausto Fawcett descreve em seu louco romance “ Favelost”, lançado em 2012; ou como em “O invasor” de Marçal Aquino, que narra a mente maligna e calculista de Anísio ao matar um de seus sócios.
Diante deste comentário inicial, leia os textos abaixo e compreenda um pouco o mundo ficcional apresentado por Wnader Piroli.
Johniere Alves Ribeiro
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Dados sobre o autor:
Wander Piroli nasceu em Belo Horizonte, no ano de 1931 era jornalista e escritor começou na literatura ao inscrever, em 1951, um conto num concurso da prefeitura. Era O Troco. Ganhou o concurso e não parou mais. Publicou seu primeiro livro de contos, A Mãe e o filho da Mãe, em 1966. Iniciou como ficcionista escrevendo para adultos, no entanto, foi na literatura infanto-juvenil que o seu nome ficou ainda mais conhecido. Apesar de celebrado por seus amigos como João Antônio, Fernando Sabino, Antonio Torres, Ari Quintella e Roberto Drummond, ele não apareceu muito nas últimas décadas de vida. Faleceu em 06/06/2006.
Por Leonardo de Magalhaens
[...] Nos contos de “É proibido comer a grama”, temos as faces da miséria humana. Tema muito destilado em Dostoiévski (para ficarmos no clássico), onde a miséria é fértil em gerar outras misérias, onde penúrias geram indignidades, que geram crimes. Mas ao contrário do escritor russo (a tecer digressões, afundando as personagens na lama, pouco a pouco, em redemoinhos de filosofia e psicologia), o autor mineiro se satisfaz em apresentar o fato em manchete, o fato jornalístico, a violência que já é banal. A morte descrita com precisão de médico-legista. (Até quando é apenas sugerida, a morte – ou a violência que a antecede – está assustadoramente presente, nas entrelinhas)
São narrativas curtas, centradas em poucas personagens, dramas banais, porém demasiado humanos. Com as exceções de quatro contos longos, o do Professor Thales, o do taxista Fernandes (e o defunto), o do homem sério que se envolve com uma prostituta, e do Coronel Rosendo, que lembra um pouco a 'ambiência' de “O Coronel e o Lobisomem”, de José Cândido de Carvalho (que em se tratando de romance tem outra linguagem, enredo, etc), os textos ferem nossa sensibilidade de 'beleza' e 'harmonia', nossas crença na 'bondade humana', no 'homem cordial' e no 'pacato cidadão'.
Com o predomínio da 3a pessoa, um narrador muito direto, pouco espaço deixando aos devaneios das personagens (mais característicos na escrita da Clarice Lispector), onde a Miséria (quase corporificada!) é personagem coadjuvante (e quase protagonista! ) em todos. Aqui encontramos relatos de assaltos, estupros, antipatias e assassinatos, acidentes, brigas em bar, adultérios e tragédias consequentes. Tudo aquilo para golpear o Leitor acostumado a leitura de tablóides de 25 centavos.
Então qual o diferencial: justamente esta Ironia com a Escrita! Sem idealizar, sem emoldurar, sem divagar, sem 'encher lingüiça', o Autor continua a empurrar os vomitórios goelas adentro; a arrastar uma enxurrada de detritos desumanizados, os mesmos que enchem as nossas ruas e praças. Culpa das vítimas? Não, mas de um sistema que precisa reproduzir a miséria para garantir o lucro de uns poucos privilegiados! Onde uns se entopem de comidas sofisticadas e outros sentam no meio-fio para devorarem um marmitex frio.
A miséria não dá tréguas. Assim notamos na literatura de Graciliano Ramos ("Vidas Secas" é o relato trágico onde o humano se animaliza), de Nelson Rodrigues ("Beijo no Asfalto" é a tragicomédia da alienação urbana), de Rubem Fonseca ("Agosto" mostra o histórico e o trágico lado a lado), onde a Escrita apresenta sem floreios a vida nua e crua dos seres explorados e vitimados, dos 'humilhados e ofendidos' (novamente Dostoiévski), para nossa edificação e catarse. Para vomitarmos e escarrarmos na miséria do próximo – e no dia seguinte pensarmos: antes ele(a)s do que Eu??
Quando as personagens individualizam problemas que são coletivos (a miséria passa a ser culpa da vítima!) percebemos o grau de alienação política (e existencial) que afetam nossos cidadãos despolitizados, explorados pelas ânsias de lucro burro, dopados pelos programas televisivos, com suas caixas cranianas agitadas pelo tremor dos ônibus suburbanos. Assistimos aos dramas alheios como filmes de Hollywood, distantes e plenos de efeitos especiais – um espetáculo – e nada mais. O mendigo ali na esquina é um bom ator, e nada mais. O senador corrupto também interpreta uma personagem: a de senador honesto. Assim somo todos bons 'atores sociais' (quem quiser pode ler Durkheim, Weber, Benjamin, Touraine e Peter Berger)
Transitando nos bordéis da Guaicurus, ou nas ruas escuras da Lagoinha, ou nas avenidas centrais, assaltados e violentados, perseguidos e aprisionados, somos iguais às personagens, sozinhas e coisificadas em seus dramas, pequenas tragédias cotidianas, em mal-entendidos que terminam em poças de sangue e gritos de horror. Belo Horizonte, para Wander Piroli, é igual a uma 'selva de pedra', com tigres e onças rasgando a carne macia das ovelhas, ou rinocerontes turbinados esmagando formigas aleijadas. É o “salve-se quem puder!” da vida urbana.
Enquanto sobra por aí a dita 'literatura de auto-ajuda', a coletânea de contos “É proibido comer a grama” de Wander Piroli, é a literatura de anti-ajuda, de des-ajuda. Não vem adular ou encantar o Leitor ávido de leitura fácil. Não vem anestesiar o cidadão nem ignorar os dramas sociais, não vem responder nem propor soluções. Vem desmascarar, abrir as feridas, vomitar sobre os plebeus, ironizar os burgueses, humilhar a dita Ordem que as autoridades, em vão, proclamam. Ordem que somente poderá existir quando os cidadãos, plenamente socializados, compartilharem suas riquezas, e quando, plenamente politizados, assumirem o controle sobre as suas próprias vidas.
Estrutura do livro: Por Nicole Monteiro em Dom 11 Set 2011 - 15:50
4.2. Assunto
O livro é dividido em 17 capítulos começando com:
1º Capitulo: E ainda torceram a orelha do professor Thales.
Nesse capitulo conta a historia do professor Thales que estava saindo da escola depois de um dia comum, e voltando para casa é assaltado quando está trocando o pneu de seu carro, os assaltastes leva seu carro, anel que ele considerava mais precioso que o carro, as provas que ele tava corrigindo e o dinheiro, então ele vai até a delegacia mais próxima para fazer uma queixa, lá ele vê uma fila muito grande e os policiais que o tinham atendido fala para ele ficar e esperar sua vez, na fila fez amizades com algumas pessoas e fico sabendo do que tinham acontecido com elas e percebeu que seu caso não era tão grave comparado aos dos outros. Thales só foi atendido de madrugada e o delegado como estava muito cansado nem deu muita atenção. Saindo da delegacia Thales foi para sua casa a pé o caminho era muito longe e percebeu que tinha um carro o acompanhando até que um dos homens que estava no carro fala pra ele parar e os homens descem do carro um deles estava armado com uma faca Thales explica que ele já tinha sido assaltado e que não dinheiro nem nada então os assaltantes pede para ele ir tirando a roupa pois eles iriam ficar com ela, Thales tira a roupa rica nu e os homens ainda batem nele antes de irem embora.
2º Capitulo: Por causa de um par de tênis
Essa é historia de dois irmãos José Francisco e José Geraldo. José Francisco chegou em casa e foi logo procurar seu par de tênis novo, só que seu irmão José Geraldo estava usando então ele sai atrás do irmão. Encontrando o irmão fala pra ele devolver o tênis José Geraldo fala que só vai devolver quando chegar em casa, os dois começam a brigar, sangrando José Francisco volta pra casa pega uma faca e sai a traz do irmão que estava perto de um ponto de ônibus conversando com duas meninas, José Francisco dá a primeira facada em Gaucho amigo de seu irmão e depois vai pra cima do irmão as meninas assustadas saem correndo e ninguém viu José Francisco tirar o par de tênis do irmão caído no chão.
3º Capitulo: O ultimo porre de Isidoro
Depois de passar uma noite inteira bebendo Isidoro volta para casa só que não encontra a mulher que cansada de sempre viver com Isidoro bêbado vai embora e deixa o filho com ele. Isidoro acorda com o choro do filho, ele procura algo para dar pro menino comer e parar de chorar mais não tinha nada, deixou o filho chorando e saiu para o bar comprar alguma comida para o bebê, chegando lá tomou mais meia garrafa de pinga e comprou um pedaço de requeijão, voltou para casa e o bebê ainda estava chorando Isidoro deu o requeijão para ele chupar mais mesmo assim ele não parava de chorar Isidoro pega a criança coloca na cama e deita do lado, depois coloca um travesseiro em cima da cara do menino e dorme.
4º Capitulo: Sangria desatada
Num dia de domingo na casa de Elpidio o filho dele começa a sangrar pelo nariz, a mãe pega um lencinho e faz pressão mais mesmo assim não para de sangrar, resolvem ir para o hospital mais perto, lá ele é atendido por uma mulher que não lhe dá muita atenção e fala que ele tem que esperar os médicos voltar do horário de almoço. Os médicos estavam demorando muito e a criança já estava ficando mole pois estava perdendo muito sangue, então Elpidio entra em uma das salas e encontra os médicos assistindo futebol ele pega a faca que estava em sua cintura e vai para cima dos médicos.
5º Capitulo: Assim ficou melhor para todo mundo
Nesse capitulo uma menina de 14 anos conta que todo dia ao voltar para casa de ônibus vinha conversando com o cobrador Davidson as vezes até perdia o ponto pois ficava conversando com ele, então depois de um tempo eles começaram a sair mesmo ela sabendo que ele era casado e tinha 3 filhos, em um desses encontros a menina fica grávida, Davidson vai embora e ninguém mais vê ele. Ela contou para seus pais sobre a gravidez o pai não aceitou muito, passa algum tempo e nasce o filho. Depois de uns meses a menina sai deixa o filho com a mãe e vai para casa de sua avó pedir para ela arrumar umas roupas dela, quando seu irmão entra gritando falando que o pai deles estava bêbado e batendo no bebê, a menina pega uma faca e sai correndo, chegando em casa vê seu pai batendo no seu filho ela acerta varias facadas no pai e salva seu bebê.
6º Capitulo: O serralheiro Zuenir e a professora Helena
Tinham construído uma escola no final da rua onde Zuenir tinha sua serralheria, todo dia a mesma hora passava uma mulher muito bonita ele tentava chamar a atenção dela mais ela nem ligava. Zuenir não conseguia nem dormir só ficava pensando na professora Helena. Até que um dia Helena passa pela serralheria mais Zuenir pega uma faca, coloca no pescoço dela e manda ela entrar e fazer tudo que ele queria, depois de um tempo eles saem de lá a professora com cara de choro e o serralheiro todo feliz como se nada tivesse acontecido ele a acompanha até a escola e volta para casa. No dia seguinte dois policiais vão até a serralheria falar que Zuenir estaria preso por 2 anos.Na delegacia Zuenir não desmentiu nada ele só não entendia porque Helena tinha deixado ele tocar no ombro dela e acompanhá-la até a escola.
7º Capitulo: Quem quer um defunto?
Fernando era taxista e todo dia bem cedo ele levava seu vizinho até o serviço dele, nesse dia Fernando estava voltando para o ponto de táxi quando um senhor deu sinal, ele parou e o homem quase não conseguindo falar pediu que o levasse direto ao pronto socorro, só que no meio do caminho o senhor passa mal e morre no taxi. Ao chega ao pronto socorro Fernando explica a historia o enfermeiro fala que ele não pode fazer nada, pois o homem já está morto e pede para procurar o médico particular do senhor. Fernando sai procurando perto de onde tinha encontrado o homem para ver se alguém ali o reconheceria depois de pergunta para todos que estavam na rua e ninguém o reconhecer, Fernando pensa em ir ao jornal lá iria descrever o defunto e a família o agradeceria depois, Fernando parou na portaria do jornal foi tirando o defunto do carro, nessa hora dois policiais chegaram Fernando conta toda historia desde o momento em que o homem entra no carro até aquela hora, mas os policias não acreditam e mandam Fernando ir para a delegacia.
8º Capitulo: Uma família teimosa
José Nunes conta que nunca matou ninguém, apenas roubava e que estava com uma arma apenas para vender, até que um dia observando um carro num bairro alto chegou um velho de pijama gritando que José estaria preso, ele então bate no velho que cai no chão e aponta o revolver na cabeça do idoso, quando José ia fugir surge dois rapazes gêmeos, eram os netos, os dois foram para cima de José que atirou nos gêmeos então o velho levantou e foi bater em José e acabou levanto um tiro também.
9º Capitulo: Use a mão direita e diga muito prazer
Marlene e Janisela eram amigas de infância, mas fazia tempo que as duas não se viam e então marcaram de sair para colocar o papo em dia e apresentar os maridos. Marlene vai para casa e manda Domingos seu marido ir se arrumar porque iriam sair, então foram até o barzinho onde tinham combinado, chegando lá Marlene e Janisela se cumprimentam e percebem que seus maridos não tinham se dado bem logo na primeira impressão, então todos vão para casa de Marlene, lá Domingos abre uma pinga Marlene coloca os copos e serve, todos bebem, menos Jorge marido de Janisela, as mulheres vão até a cozinha pegar algo para comer quando voltam Domingos já tinha bebido uns três copos e Jorge nem mexido no dele, Marlene então pega uma cerveja para Jorge, Domingos fala que não vai abrir a cerveja e joga o copo de pinga no rosto de Jorge. Janisela e Jorge vão embora, mas Domingos vai atrás e acerta um tiro nas costas de Jorge e volta para casa falando que não aceitava desfeita.
10 º Capitulo: Outro uso dos cadarços
Manoel e Papagaio viraram amigos e decidiram dividir o mesmo apartamento. Manuel começa a sair com Maria garçonete do bar onde eles sempre freqüentavam, depois de um tempo Manuel foi se encontrar com Maria e comprou um cadarço para colocar no seu tênis novo. Manuel estava tomando banho para ir ao encontro mas Papagaio esconde o cadarço e sai de casa, Manuel fica horas procurando o cadarço mais desconfia que Papagaio fez isso de brincadeira, ele acaba se atrasando pro encontro, e comenta sobre o que tinha acontecido para Maria. Chegando em casa Manuel vê Papagaio já dormindo mais mesmo assim Manuel olha debaixo do travesseiro e encontra seus cadarços. O casal nunca mais foi visto e dois dia depois entram no quarto onde Manuel e Papagaio morava e encontra Papagaio morto enforcado com os cadarços.
11º Capitulo: Ugolino e sua Chiquinha
Ugolino era catador de papelão e Chiquinha era mendiga eles começam a morar juntos e Chiquinha deixa de pedir esmola e começou a trabalhar junto com Ugolino, Chiquinha estava procurando papelão e encontrou uns amigos que pediam esmola com ela, e ela chama eles para ir dormir na casa dela e de Ugolino, na manha seguinte um homem vai até eles e entrega um cartão com endereço para eles irem lá limpar um terreno e até pagou adiantado, chegando lá tinha um senhora no terreno que falou que ali era dela e que ninguém iria limpar nada, no caminho de volta os amigos de Chiquinha vão na frente, ela e Ugolino compram um litro de cachaça para irem bebendo, mais Chiquinha achou que Ugolino tava bebendo mais que ela e na tentativa de tirar a garrafa da mão dele acabou escorregando e caindo na beira de um rio.
12º Capitulo: Com desmaio e seis tiros
Marta ouve barulhos de passos e acorda seu marido Deoclésio para ir ver se tinha assaltantes na casa, descendo as escadas Deo percebe que tinha mais de uma pessoa lá, ele então sobe as escadas correndo pega a arma desce novamente se esconde atrás da mesa na cozinha, os assaltantes começaram a quebrar a porta Marta então volta para o quarto se tranca lá, Deoclésio dispara seis tiros e sai correndo para o quarto junto com sua mulher lá vê ela caída desmaiada no chão e o telefone fora do gancho. Deo escuta barulho dos assaltas saindo de sua casa e um deles parecia estar se arrastando, com o barulho dos tiros muitos vizinhos acordaram e estavam na porta de sua casa junto com a polícia que não acreditou na historia que Deoclésio e Marta estavam contando.
13º Capitulo: Como pulga entre dois dedos
Silvério tinha um bar que estava quase falindo pois sua mulher que fazia os salgado tinha ficado muito doente e ele teve que gastar muito dinheiro com remédios, clinicas, hospitais e ela tinha parado de fazer os salgados, para não perder a pouca clientela que sobrou Silvério terceirizava os salgados aumentando seus gastos. Numa noite fechando o bar chega 3 rapazes um branco, um moreno e um negro eles pedem algo para comer, depois bebem uma garrafa de pinga as cervejas que tinha gelada, depois o rapaz moreno se afasta fecha a porta do bar, o negro derruba Silvério no chão e o branco pega o pouco dinheiro que tinha na caixa registradora e no bolso de Silvério o negro pergunta o que fazer com Silvério e o branco só olha pra ele, Silvério fica no chão esperando a resposta do branco.
14º Capitulo: Na velha Guaicurus
No lado da farmácia onde João de Deus trabalhava à noite tinha uma balada, no final de seu expediente chega Etelvina uma morena querendo conversar com ele, ela era uma das prostitutas que freqüentava a balada, todo dia ele ficava esperando Etelvina enfrente a balada, tomavam um café e iam pra casa, depois de um tempo já estavam morando junto. Um dia João foi encontrar com Etelvina, mais ela não estava o esperando como de costume, João ficou esperando até que resolveu entrar na balada e procurar por ela, uma colega de trabalho dela falou o quarto em que ela estava, quando João entrou viu Etelvina morta na cama e varias marcas de sangue na parede.
15º Capitulo: Um domingo importante
Um rapaz estava em um bar esperando Suzana sua namorada, um homem alto chegou perto do rapaz e perguntou quanto ele queria pelo óculos que estava usando, o rapaz riu e explicou que não estava a venda, o homem tirou o dinheiro do bolso e falou mais alto que queria aquele óculos, para evitar briga o rapaz deu o óculos nem pegou o dinheiro, saindo do bar o homem alto grita que queria a camisa dele para combinar com os óculos, o rapaz disse que era presente e não poderia vender, o homem alto voltou para dentro do bar pegou uma faca e saiu correndo atrás do rapaz, tentou acertá-lo varias vezes com a faca mas o rapaz pegou a pegou e ficou apontando para o homem alto, que foi correndo em direção ao rapaz que sem reação não fez nada, mas a faca apontada acabou acertando o homem alto.
16º Capitulo: A morte do Coronel Rosendo
Coronel Rosendo era um homem bem respeitado na cidade ele tinha 15 filhos com Sara, na cidade ele tinha um mercado que se vendia de tudo um pouco, todos os dias á noite o Coronel ia para o clube jogar bilhar, cartas com seus amigos mas as quartas-feiras ele saia mais cedo do clube para ir a casa de Dona Perpetua do Socorro sua amante. Em uma dessas quartas-feiras Dona Perpétua vai correndo até a delegacia pedir ajuda do Sr Fausto. Ao chegar à casa de Dona Perpétua Sr Fausto encontra o Coronel deitado na cama morto, devia ter sido do coração, então Sr Fausto pede para Dona Perpétua nunca mais aparecer na cidade e que deixaria o Coronel em um lugar e fingiria ter achado ele por acaso. Sr Fausto encosta o Coronel na porta de um bar perto do clube onde ele freqüentava, e vai chamar os amigos para ver o que tinha acontecido. A mulher do Coronel Sara, não se conformava com a morte do marido e parou de comer, beber, só ficava rezando deitada na cama, os filhos preocupados com a mãe perguntam o que realmente tinha acontecido para Sr Fausto, e então ele explica onde tinha encontrado o Coronel e sobre a amante dele. Os filhos resolvem contar á mãe a verdade pois ela merecia saber e não tinham muito tempo, quando os filhos contaram, ela nem acreditou achou que era invenção de seus filhos só para ela voltar a ter a vida dela normal, Sara pede para um padre e um médico ir até ela, depois da conversa todos vão embora e Sara fica sozinha no quarto, no meio da madrugada a empregada vai a cozinha e vê Sara sentada comendo um pedaço de pão.
17º Capitulo: A porta é a serventia da peixeira
Um homem muito pobre começa a vender as coisas da casa para conseguir dinheiro, vende as camas, a geladeira, o fogão, até as portas da casa a única coisa que ele não venderia era as roupas, as panelas e a peixeira dele, pois ele sabia que um dia iria precisar dela.
4.4. Opinião sobre o livro.
Livro fácil e tem uma linguagem bem atual, é dividido por capítulos e cada um deles contar uma história diferente e isso faz que o leitor fique preso à leitura, e imagine as cenas descritas no texto. Um livro bem trágico na maioria das histórias os personagens morrem, em algumas delas o autor deixa que o leitor interprete o final. Essas histórias retratam bem a realidade dos dias de hoje contando fatos de mortes, assaltos, estupros, algo que aparece bastante nas mídias sociais, e o autor mostra isso de uma forma bem clara e sem esconder nada, é um bom livro mesmo com cenas e fatos fortes. ( Por Nicole Monteiro)
O livro é dividido em 17 capítulos começando com:
1º Capitulo: E ainda torceram a orelha do professor Thales.
Nesse capitulo conta a historia do professor Thales que estava saindo da escola depois de um dia comum, e voltando para casa é assaltado quando está trocando o pneu de seu carro, os assaltastes leva seu carro, anel que ele considerava mais precioso que o carro, as provas que ele tava corrigindo e o dinheiro, então ele vai até a delegacia mais próxima para fazer uma queixa, lá ele vê uma fila muito grande e os policiais que o tinham atendido fala para ele ficar e esperar sua vez, na fila fez amizades com algumas pessoas e fico sabendo do que tinham acontecido com elas e percebeu que seu caso não era tão grave comparado aos dos outros. Thales só foi atendido de madrugada e o delegado como estava muito cansado nem deu muita atenção. Saindo da delegacia Thales foi para sua casa a pé o caminho era muito longe e percebeu que tinha um carro o acompanhando até que um dos homens que estava no carro fala pra ele parar e os homens descem do carro um deles estava armado com uma faca Thales explica que ele já tinha sido assaltado e que não dinheiro nem nada então os assaltantes pede para ele ir tirando a roupa pois eles iriam ficar com ela, Thales tira a roupa rica nu e os homens ainda batem nele antes de irem embora.
2º Capitulo: Por causa de um par de tênis
Essa é historia de dois irmãos José Francisco e José Geraldo. José Francisco chegou em casa e foi logo procurar seu par de tênis novo, só que seu irmão José Geraldo estava usando então ele sai atrás do irmão. Encontrando o irmão fala pra ele devolver o tênis José Geraldo fala que só vai devolver quando chegar em casa, os dois começam a brigar, sangrando José Francisco volta pra casa pega uma faca e sai a traz do irmão que estava perto de um ponto de ônibus conversando com duas meninas, José Francisco dá a primeira facada em Gaucho amigo de seu irmão e depois vai pra cima do irmão as meninas assustadas saem correndo e ninguém viu José Francisco tirar o par de tênis do irmão caído no chão.
3º Capitulo: O ultimo porre de Isidoro
Depois de passar uma noite inteira bebendo Isidoro volta para casa só que não encontra a mulher que cansada de sempre viver com Isidoro bêbado vai embora e deixa o filho com ele. Isidoro acorda com o choro do filho, ele procura algo para dar pro menino comer e parar de chorar mais não tinha nada, deixou o filho chorando e saiu para o bar comprar alguma comida para o bebê, chegando lá tomou mais meia garrafa de pinga e comprou um pedaço de requeijão, voltou para casa e o bebê ainda estava chorando Isidoro deu o requeijão para ele chupar mais mesmo assim ele não parava de chorar Isidoro pega a criança coloca na cama e deita do lado, depois coloca um travesseiro em cima da cara do menino e dorme.
4º Capitulo: Sangria desatada
Num dia de domingo na casa de Elpidio o filho dele começa a sangrar pelo nariz, a mãe pega um lencinho e faz pressão mais mesmo assim não para de sangrar, resolvem ir para o hospital mais perto, lá ele é atendido por uma mulher que não lhe dá muita atenção e fala que ele tem que esperar os médicos voltar do horário de almoço. Os médicos estavam demorando muito e a criança já estava ficando mole pois estava perdendo muito sangue, então Elpidio entra em uma das salas e encontra os médicos assistindo futebol ele pega a faca que estava em sua cintura e vai para cima dos médicos.
5º Capitulo: Assim ficou melhor para todo mundo
Nesse capitulo uma menina de 14 anos conta que todo dia ao voltar para casa de ônibus vinha conversando com o cobrador Davidson as vezes até perdia o ponto pois ficava conversando com ele, então depois de um tempo eles começaram a sair mesmo ela sabendo que ele era casado e tinha 3 filhos, em um desses encontros a menina fica grávida, Davidson vai embora e ninguém mais vê ele. Ela contou para seus pais sobre a gravidez o pai não aceitou muito, passa algum tempo e nasce o filho. Depois de uns meses a menina sai deixa o filho com a mãe e vai para casa de sua avó pedir para ela arrumar umas roupas dela, quando seu irmão entra gritando falando que o pai deles estava bêbado e batendo no bebê, a menina pega uma faca e sai correndo, chegando em casa vê seu pai batendo no seu filho ela acerta varias facadas no pai e salva seu bebê.
6º Capitulo: O serralheiro Zuenir e a professora Helena
Tinham construído uma escola no final da rua onde Zuenir tinha sua serralheria, todo dia a mesma hora passava uma mulher muito bonita ele tentava chamar a atenção dela mais ela nem ligava. Zuenir não conseguia nem dormir só ficava pensando na professora Helena. Até que um dia Helena passa pela serralheria mais Zuenir pega uma faca, coloca no pescoço dela e manda ela entrar e fazer tudo que ele queria, depois de um tempo eles saem de lá a professora com cara de choro e o serralheiro todo feliz como se nada tivesse acontecido ele a acompanha até a escola e volta para casa. No dia seguinte dois policiais vão até a serralheria falar que Zuenir estaria preso por 2 anos.Na delegacia Zuenir não desmentiu nada ele só não entendia porque Helena tinha deixado ele tocar no ombro dela e acompanhá-la até a escola.
7º Capitulo: Quem quer um defunto?
Fernando era taxista e todo dia bem cedo ele levava seu vizinho até o serviço dele, nesse dia Fernando estava voltando para o ponto de táxi quando um senhor deu sinal, ele parou e o homem quase não conseguindo falar pediu que o levasse direto ao pronto socorro, só que no meio do caminho o senhor passa mal e morre no taxi. Ao chega ao pronto socorro Fernando explica a historia o enfermeiro fala que ele não pode fazer nada, pois o homem já está morto e pede para procurar o médico particular do senhor. Fernando sai procurando perto de onde tinha encontrado o homem para ver se alguém ali o reconheceria depois de pergunta para todos que estavam na rua e ninguém o reconhecer, Fernando pensa em ir ao jornal lá iria descrever o defunto e a família o agradeceria depois, Fernando parou na portaria do jornal foi tirando o defunto do carro, nessa hora dois policiais chegaram Fernando conta toda historia desde o momento em que o homem entra no carro até aquela hora, mas os policias não acreditam e mandam Fernando ir para a delegacia.
8º Capitulo: Uma família teimosa
José Nunes conta que nunca matou ninguém, apenas roubava e que estava com uma arma apenas para vender, até que um dia observando um carro num bairro alto chegou um velho de pijama gritando que José estaria preso, ele então bate no velho que cai no chão e aponta o revolver na cabeça do idoso, quando José ia fugir surge dois rapazes gêmeos, eram os netos, os dois foram para cima de José que atirou nos gêmeos então o velho levantou e foi bater em José e acabou levanto um tiro também.
9º Capitulo: Use a mão direita e diga muito prazer
Marlene e Janisela eram amigas de infância, mas fazia tempo que as duas não se viam e então marcaram de sair para colocar o papo em dia e apresentar os maridos. Marlene vai para casa e manda Domingos seu marido ir se arrumar porque iriam sair, então foram até o barzinho onde tinham combinado, chegando lá Marlene e Janisela se cumprimentam e percebem que seus maridos não tinham se dado bem logo na primeira impressão, então todos vão para casa de Marlene, lá Domingos abre uma pinga Marlene coloca os copos e serve, todos bebem, menos Jorge marido de Janisela, as mulheres vão até a cozinha pegar algo para comer quando voltam Domingos já tinha bebido uns três copos e Jorge nem mexido no dele, Marlene então pega uma cerveja para Jorge, Domingos fala que não vai abrir a cerveja e joga o copo de pinga no rosto de Jorge. Janisela e Jorge vão embora, mas Domingos vai atrás e acerta um tiro nas costas de Jorge e volta para casa falando que não aceitava desfeita.
10 º Capitulo: Outro uso dos cadarços
Manoel e Papagaio viraram amigos e decidiram dividir o mesmo apartamento. Manuel começa a sair com Maria garçonete do bar onde eles sempre freqüentavam, depois de um tempo Manuel foi se encontrar com Maria e comprou um cadarço para colocar no seu tênis novo. Manuel estava tomando banho para ir ao encontro mas Papagaio esconde o cadarço e sai de casa, Manuel fica horas procurando o cadarço mais desconfia que Papagaio fez isso de brincadeira, ele acaba se atrasando pro encontro, e comenta sobre o que tinha acontecido para Maria. Chegando em casa Manuel vê Papagaio já dormindo mais mesmo assim Manuel olha debaixo do travesseiro e encontra seus cadarços. O casal nunca mais foi visto e dois dia depois entram no quarto onde Manuel e Papagaio morava e encontra Papagaio morto enforcado com os cadarços.
11º Capitulo: Ugolino e sua Chiquinha
Ugolino era catador de papelão e Chiquinha era mendiga eles começam a morar juntos e Chiquinha deixa de pedir esmola e começou a trabalhar junto com Ugolino, Chiquinha estava procurando papelão e encontrou uns amigos que pediam esmola com ela, e ela chama eles para ir dormir na casa dela e de Ugolino, na manha seguinte um homem vai até eles e entrega um cartão com endereço para eles irem lá limpar um terreno e até pagou adiantado, chegando lá tinha um senhora no terreno que falou que ali era dela e que ninguém iria limpar nada, no caminho de volta os amigos de Chiquinha vão na frente, ela e Ugolino compram um litro de cachaça para irem bebendo, mais Chiquinha achou que Ugolino tava bebendo mais que ela e na tentativa de tirar a garrafa da mão dele acabou escorregando e caindo na beira de um rio.
12º Capitulo: Com desmaio e seis tiros
Marta ouve barulhos de passos e acorda seu marido Deoclésio para ir ver se tinha assaltantes na casa, descendo as escadas Deo percebe que tinha mais de uma pessoa lá, ele então sobe as escadas correndo pega a arma desce novamente se esconde atrás da mesa na cozinha, os assaltantes começaram a quebrar a porta Marta então volta para o quarto se tranca lá, Deoclésio dispara seis tiros e sai correndo para o quarto junto com sua mulher lá vê ela caída desmaiada no chão e o telefone fora do gancho. Deo escuta barulho dos assaltas saindo de sua casa e um deles parecia estar se arrastando, com o barulho dos tiros muitos vizinhos acordaram e estavam na porta de sua casa junto com a polícia que não acreditou na historia que Deoclésio e Marta estavam contando.
13º Capitulo: Como pulga entre dois dedos
Silvério tinha um bar que estava quase falindo pois sua mulher que fazia os salgado tinha ficado muito doente e ele teve que gastar muito dinheiro com remédios, clinicas, hospitais e ela tinha parado de fazer os salgados, para não perder a pouca clientela que sobrou Silvério terceirizava os salgados aumentando seus gastos. Numa noite fechando o bar chega 3 rapazes um branco, um moreno e um negro eles pedem algo para comer, depois bebem uma garrafa de pinga as cervejas que tinha gelada, depois o rapaz moreno se afasta fecha a porta do bar, o negro derruba Silvério no chão e o branco pega o pouco dinheiro que tinha na caixa registradora e no bolso de Silvério o negro pergunta o que fazer com Silvério e o branco só olha pra ele, Silvério fica no chão esperando a resposta do branco.
14º Capitulo: Na velha Guaicurus
No lado da farmácia onde João de Deus trabalhava à noite tinha uma balada, no final de seu expediente chega Etelvina uma morena querendo conversar com ele, ela era uma das prostitutas que freqüentava a balada, todo dia ele ficava esperando Etelvina enfrente a balada, tomavam um café e iam pra casa, depois de um tempo já estavam morando junto. Um dia João foi encontrar com Etelvina, mais ela não estava o esperando como de costume, João ficou esperando até que resolveu entrar na balada e procurar por ela, uma colega de trabalho dela falou o quarto em que ela estava, quando João entrou viu Etelvina morta na cama e varias marcas de sangue na parede.
15º Capitulo: Um domingo importante
Um rapaz estava em um bar esperando Suzana sua namorada, um homem alto chegou perto do rapaz e perguntou quanto ele queria pelo óculos que estava usando, o rapaz riu e explicou que não estava a venda, o homem tirou o dinheiro do bolso e falou mais alto que queria aquele óculos, para evitar briga o rapaz deu o óculos nem pegou o dinheiro, saindo do bar o homem alto grita que queria a camisa dele para combinar com os óculos, o rapaz disse que era presente e não poderia vender, o homem alto voltou para dentro do bar pegou uma faca e saiu correndo atrás do rapaz, tentou acertá-lo varias vezes com a faca mas o rapaz pegou a pegou e ficou apontando para o homem alto, que foi correndo em direção ao rapaz que sem reação não fez nada, mas a faca apontada acabou acertando o homem alto.
16º Capitulo: A morte do Coronel Rosendo
Coronel Rosendo era um homem bem respeitado na cidade ele tinha 15 filhos com Sara, na cidade ele tinha um mercado que se vendia de tudo um pouco, todos os dias á noite o Coronel ia para o clube jogar bilhar, cartas com seus amigos mas as quartas-feiras ele saia mais cedo do clube para ir a casa de Dona Perpetua do Socorro sua amante. Em uma dessas quartas-feiras Dona Perpétua vai correndo até a delegacia pedir ajuda do Sr Fausto. Ao chegar à casa de Dona Perpétua Sr Fausto encontra o Coronel deitado na cama morto, devia ter sido do coração, então Sr Fausto pede para Dona Perpétua nunca mais aparecer na cidade e que deixaria o Coronel em um lugar e fingiria ter achado ele por acaso. Sr Fausto encosta o Coronel na porta de um bar perto do clube onde ele freqüentava, e vai chamar os amigos para ver o que tinha acontecido. A mulher do Coronel Sara, não se conformava com a morte do marido e parou de comer, beber, só ficava rezando deitada na cama, os filhos preocupados com a mãe perguntam o que realmente tinha acontecido para Sr Fausto, e então ele explica onde tinha encontrado o Coronel e sobre a amante dele. Os filhos resolvem contar á mãe a verdade pois ela merecia saber e não tinham muito tempo, quando os filhos contaram, ela nem acreditou achou que era invenção de seus filhos só para ela voltar a ter a vida dela normal, Sara pede para um padre e um médico ir até ela, depois da conversa todos vão embora e Sara fica sozinha no quarto, no meio da madrugada a empregada vai a cozinha e vê Sara sentada comendo um pedaço de pão.
17º Capitulo: A porta é a serventia da peixeira
Um homem muito pobre começa a vender as coisas da casa para conseguir dinheiro, vende as camas, a geladeira, o fogão, até as portas da casa a única coisa que ele não venderia era as roupas, as panelas e a peixeira dele, pois ele sabia que um dia iria precisar dela.
4.4. Opinião sobre o livro.
Livro fácil e tem uma linguagem bem atual, é dividido por capítulos e cada um deles contar uma história diferente e isso faz que o leitor fique preso à leitura, e imagine as cenas descritas no texto. Um livro bem trágico na maioria das histórias os personagens morrem, em algumas delas o autor deixa que o leitor interprete o final. Essas histórias retratam bem a realidade dos dias de hoje contando fatos de mortes, assaltos, estupros, algo que aparece bastante nas mídias sociais, e o autor mostra isso de uma forma bem clara e sem esconder nada, é um bom livro mesmo com cenas e fatos fortes. ( Por Nicole Monteiro)
sábado, 13 de abril de 2013
MASTIGANDO HUMANOS - LEITURA OBRIGATÓRIA UEPB 2014
Leia uma sinopse do livro “ Mastigando humanos, um romance psicodélico".
“Um jacaré vivendo no esgoto de uma grande cidade? Não, não é mais uma lenda urbana. Em seu romance mais ousado, o jovem escritor Santiago Nazarian, uma das vozes mais originais que a literatura brasileira viu nascer nos últimos anos, oferece ao leitor um jacaré urbano, frustrado e existencialista, que usa sua bocarra não apenas para mastigar, mas também para dissertar sobre sua infeliz condição de réptil que perdeu o reinado sobre a terra: “O erro dos dinossauros foi querer aparecer demais”, reflete este jacaré-narrador, que, numa espécie de crise da adolescência, abandona a vida confortável e natural de seu pântano natal para desbravar o mundo.
Nazarian, que já escreveu sob o ponto de vista de narradores masculinos e femininos, busca, em "Mastigando humanos", o desafio de narrar uma história sob o ponto de vista de um animal. Em alguns momentos soturno, violento e até filosófico, este quarto romance — o primeiro lançado pela editora Nova Fronteira — também é o mais sarcástico e cheio de humor. O autor mantém o blog http://santiagonazarian.blogspot.com.” ( in. http://www.walmart.com.br/Produto/Livros/Literatura-Nacional/Nova-Fronteira/72604-Mastigando-Humanos---Um-Romance-Psicodelico)
Orelha do livro:
Pânico! Morte! Carnificina! Não, este não é um filme trash. Esqueça tudo o que você sabe sobre a lenda urbana dos jacarés nos esgotos das grandes cidades. Agora é hora de ver o lado cômico dessa história. Em seu romance mais ousado, Santiago Nazarian nos traz um jacaré urbano, frustrado e existencialista, que usa sua bocarra não apenas para mastigar, como também para dissertar sobre sua infeliz condição de réptil que perdeu o reinado sobre a Terra. Convivendo com ratos autoritários, sapos boêmios, tonéis sedutores e outros seres absurdos, ele procura seu lugar na metrópole, logicamente sempre tentando comer alguém. Nesse caldo estão referências tão díspares como música brega, literatura gótica, ciências biológicas e alta gastronomia, com pitadas apimentadas de um erotismo animal. "Mastigando Humanos" é um livro para quem tem trauma da escola, mas sobreviveu ao underground. É um romance hilário, apetitoso, onde contestação adolescente e ideais filosóficos fluem pela veia sarcástica de Nazarian.
MASTIGANDO HUMANOS um romance psicodélico de Santiago Nazarian - 224 pag. Ed NovaFronteira/2006.
Johniere Alves Ribeiro
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Comentários sobre o livro :
“MASTIGANDO HUMANOS um romance psicodélico” de Santiago Nazarian.
Santiago Nazarian segue intrigando em meio à mesmice da atual literatura brasileira. Quem já está cansado de ler sempre o mesmo livro vai se refestelar." - Cristiane Costa/ Bravo!
"Um dos mais festejados nomes da jovem literatura, Nazarian construiu uma inteligente fábula" - (segundo melhor livro de 2006 na Istoé Gente)
"Divertido, com boas sacadas e temperado por um existencialismo bem-humorado, é digerido de uma abocanhada só." - Thiago Ney/Folha de S. Paulo
"Um dos mais festejados nomes da jovem literatura, Nazarian construiu uma inteligente fábula" - (segundo melhor livro de 2006 na Istoé Gente)
"Divertido, com boas sacadas e temperado por um existencialismo bem-humorado, é digerido de uma abocanhada só." - Thiago Ney/Folha de S. Paulo
“Nazarian escreve bem demais, sabe compor personagens e tem um estilo arriscado e fascinante.”
Marcelo Rubens Paiva, Folha de S. Paulo
"Santiago Nazarian é hoje um nome importante e que merece ser estudado até mesmo nas universidades" - Cláudia Nina/ Jornal do Brasil
"O que pareceria a primeira vista uma historinha infantil, se transforma num dos melhores romances do ano."- Fernando Oliveira, Revista Paradoxo.
"O texto é, sem trocadilhos, uma delícia." - João Nunes, Correio Popular
"Nazarian vem melhorando mais e mais, depurando sua linguagem e temas." - Suênio Campos de Lucena - Rascunho.
"Tudo no livro é lúdico e extraordinário."- Irinêo Neto, Gazeta do Povo."A escrita mais uma vez como possibilidade final." - Beatriz Resende, O Globo.
"Divertido e inteligente." - Adriando Schwartz, Folha.
"Um romance original e bem bolado, diferente de tudo o que está por aí." - Carlos Herculano Lopes, O Estado de Minas.
"Hilária, a obra comprova que Santiago é um dos mais inspirados autores da nova geração." - Guilherme Ravache, Época.
"Nazarian constrói através de alegorias inteligentes o rito de passagem da adolescência para a vida adulta." - Paco Llistó, Mix Brasil.
Bate papo com o autor:http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/livros/santiago-nazarian-conversa-sobre-o-romance-imastigando-humanosi.jhtm
Ciço de Luzia - Romance e VIDEO - UEPB
Leitura Obrigatória UEPB – Ciço de Luzia
Segue abaixo uma sinopse do livro “Ciço de Luzia”, de Efigênio Moura que já publicou " Eita gota" publicado em 2010, livro com uma linguagem que explora o regionalismo e recheado com muito humor.
Leia com atenção.
Leia com atenção.
Bons Estudos.
Johniere Alves Ribeiro
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LIVRO: CIÇO DE LUZIA (LATUS)
GÊNERO: ROMANCE
AUTOR: EFIGÊNIO MOURA
O livro lançado pela editora Latus, da Eduepb, intitulado Ciço de Luzia, segundo trabalho literário do Monteirense, radialista, profissional de marketing e escritor, Efigênio Moura, neto de Efigênio Teixeira Moura, poeta alagoano, de quem o mesmo herdou o gosto pela escrita.
O livro conta a estória da paixão de Ciço Romão por Luzia, numa ficção que se passa nos anos 70, ambientada no Cariri paraibano, especificamente em Monteiro, Zabelê e Camalau. Os diálogos são quase todos no ‘matutês’, reproduzindo uma característica de alguns nativos do Cariri e Sertão paraibano.
“Acho que temos que escrever aquilo que sentimos, e eu sinto alegria em escrever. Meus personagens são alegres, como alegre é Ciço, na sua aventura para conseguir o amor de Luzia. A estória acontece em 36 contos rápidos, como rápidos são os momentos felizes que passamos junto da pessoa amada. Por décadas que sejam, sempre serão rápidos”, relatou Efigênio.
LIVROS DA UEPB - VESTIBULAR 2014
Livros de leitura obrigatória para vestibular de 2014 – UEPB
Pelo o que podemos observar a UEPB não aderiu ao ENEM e se faz necessário ler alguns livros ( segue abaixo a lista). Vejo que a UEPB apresenta uma lista interessante, pois consegue equilibrar livros canônicos em nossa literatura e obras de autores contemporâneos, que, por terem uma linguagem atual, conseguem aproximar o aluno do Ensino Médio da Literatura.
Gostaria de chamar a atenção para o livro “Ciço de Luzia”, do autor Efigênio Moura, que valoriza a cultura local, dessa forma, percebemos a preocupação da banca que escolheu as obra em abrir espaço para autores locais. Isto vem acontecendo em outros vestibulares da instituição, que já indicou: Leandro Gomes de Barros ( de Pombal); Janaína Azevedo ( de Areia).
Portanto, boa leitura dos obras.
Johniere Alves Ribeiro
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VESTIBULAR 2014 _ UEPB
PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA LIVROS QUE SERÃO ADOTADOS
1) BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. (várias edições, de diversas
editoras).
2) MOURA, Efigênio. Ciço de Luiza. Campina Grande: EDUEPB, 2010.
3) NAZARIAN, Santiago. Mastigando Humanos – um romance
psicodélico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
4) PIROLI, Wander. É proibido comer a grama. Belo Horizonte: Editora
Leitura, 2006.
Campina Grande, 11 de abril de 2013.
Ana Alice Rodrigues Sobreira
PRESIDENTE
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