terça-feira, 19 de março de 2013

E O ENEM, hein?


Mais confusão em torno do ENEM

Começaram a divulgar as notas e as produções do textuais do ENEM. O teto de vidro do MEC começou a receber pedradas. Pois, de acordo com alguns analistas e jornalistas de plantão, acreditam que a correção da prova de Redação apresenta fragilidades – para não dizer – erros crassos.

Contudo, em tempos de mídias associadas a grupos partidários ou a interesses personificados, fica difícil compreender até que ponto tais críticas favorecem o processo de escrita dos nossos alunos do Ensino Médio – particular ou público-, que claramente necessitam de uma alfabetização para   “o escrever” e assim “letrar-se”.

Enquanto a mídia direciona seus dardos ao governo (leia-se MEC) o que, até certo ponto, é muito natural - pois é responsável pelo processo seletivo nacional – devemos procurar a verdadeira causa do problema: o fraco sistema educacional de nosso país.

Mas, mesmo assim vejamos o que um jornal  divulgou sobre o assunto.

Johniere Alves ribeiro

Leia e comente....   

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Estudante escreve receita de miojo na redação do Enem e recebe nota 560

 O tema da redação da última edição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) era os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI. Mas, além do tema, no meio de seu texto, um candidato resolveu dissertar sobre como preparar um miojo. Pode soar estranho, no entanto, para dois corretores da prova a abordagem temática foi considerada “adequada”. O autor da redação recebeu 560 pontos de 1000 possíveis.

Nos dois primeiros parágrafos, o vestibulando chega a comentar a questão da imigração. Mas, no parágrafo seguinte, descreve o modo de preparo do macarrão instantâneo:

“Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva”.

Logo depois retoma o tema da imigração e conclui que “uma boa solução para o problema o governo brasileiro já está fazendo, que é acolher os imigrantes e dar a eles uma boa oportunidade de melhorarem suas vidas”.

Embora haja critérios para se tirar nota 0 na redação no Guia do Participante, como a fuga total do tema e impropérios ou atos propositais de anulação, o vestibulando em questão tirou 560 em 1000.

O candidato recebeu 120/200 (60%) na competência 2 da correção, em que são avaliadas a compreensão da proposta da redação e a aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento do tema. Pela nota, o Ministério da Educação (MEC) entende que o estudante abordou o tema de forma “adequada”, embora “previsível” e com “argumentos superficiais”. Na competência 3, na qual é avaliada a coerência dos argumentos, o candidato recebeu 100/200 (50%).

Em nota, o MEC afirmou que “a presença de uma receita no texto do participante foi detectada pelos corretores e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização especialmente nas competências 3 e 4”. O órgão entende que o aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas.

Nesta segunda-feira, 18, o jornal O Globo mostrou que redações nota 1000 (máxima) da edição de 2012 continham erros graves de grafia como “rasoavel”, “enchergar”, “trousse”, além de problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação.

Com informações do jornal O Globo

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Futebol 5 X Educação 0 = BRASIL PENTACAMPEÃO


Futebol 5  X  Educação 0 = BRASIL PENTACAMPEÃO

Texto impactante e que demonstra a realidade da educação em nosso país. E a pergunta sempre insiste: como ser e se manter como uma das principais economias do mundo se não investe na educação? Que nos responda os governantes com leis e incentivos concretos para nossa educação seja mais do que “pentacampeão”.
Mas quem sabe se o nosso sucesso no futebol, não se dá por causa do fracasso de nosso Sistema Educacional?
Por isso, leia com atenção do texto de Dulce Magalhaes e tenha uma radiografia da Educação em nosso país e que tipo de estudante se precisa para ser uma nação de sucesso.
Johniere Alves ribeiro
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O analfabeto do futuro – Por Dulce Magalhaes
Competitividade, globalização e empregabilidade são expressões repetidas como palavras de ordem. Porem, o seu real significado esta distorcido pela banalização do uso. A base de todo o movimento de mudanças que essas palavras representam e a competência, que precisa ser vista como a habilidade de realizar. Estamos, em pleno século 21, travando uma luta contra o analfabetismo, a exclusão social e a desigualdade. Contudo, e preciso notar que a própria evolução competitiva da uma nova proporção a essas dificuldades. No inicio do século passado, a alfabetização era a condição de o individuo escrever seu próprio nome. Hoje, ela exige uma competência mais complexa. E preciso, em uma folha de papel, saber exprimir ideias com coerência e fluidez.
Por esse critério, podemos perceber que o problema do analfabetismo brasileiro e mais grave do que supúnhamos. Temos recém-formados que não passariam sequer num teste de redação. Quer dizer, temos analfabetos acadêmicos com nível universitário. Afinal, qual o valor de se desenvolver uma boa redação? Não e pela tarefa em si, mas pelo que representa em termos de raciocínio e capacidade de argumentação. Quando acompanhamos na mídia o embate entre países pela regulamentação do comercio internacional, não estamos vendo uma disputa baseada em números contábeis ou em classificações matemáticas. Estamos, sim, assistindo a um verdadeiro duelo de ideias, que precisam de mentes treinadas para elaborar argumentos e expressa-los com eloqüência.
Enquanto embaixadores, negociadores e empresários se engalfinham em retóricas comerciais, nos também temos de desenvolver raciocínios comerciais mais bem elaborados e dar para nossas ideias uma argumentação que lhes permita aceitação e implementação. Em síntese, dominar a mesma técnica necessária para elaborar uma boa redação.
Parece estranho que nosso sucesso comercial como nação dependa da habilidade dos cidadãos em desenvolver uma boa redação, mas não se trata apenas da formação de literatos. Trata-se do domínio da tecnologia do pensar, do expressar, do compartilhar. A era das guerras físicas chega ao fim, mesmo com conflitos sangrentos.Os confrontos deste século serão cada vez mais intelectuais. O predomínio da mente sobre a forca bruta.
Nessa nova arena, a quantidade perde terreno para a qualidade. Não se contarão vitorias pelo numero de alfabetizados, mas pela habilidade dessas pessoas em dominar as técnicas para compor e expressar ideias. Já superamos a Era do Conhecimento, na qual o acumulo do saber era o diferencial competitivo. Estamos vivendo a Era da Cultura, na qual fará diferença a habilidade para selecionar o conhecimento de maior valia para determinado episodio.
Nessa esfera, a educação, que sempre foi apregoada como o meio para mudar o destino do pais, passa a ser insumo de primeira necessidade. Deveríamos colocá-la entre os artigos da cesta básica do trabalhador brasileiro. [....]
*(MAGALHAES, Dulce. O analfabeto do futuro. In: Revista Amanhã, p. 74. Disponível em: www.elfa.ucpel.tche.br/docs/generos.doc Acesso em 12/06/09.)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Leitura rende dinheiro

Leitura rende dinheiro

Olha só o que uma empresa oferece aos funcionários leitores. Uma iniciativa interessante e lucrativa tanto para empresa quanto, e principalmente, para o funcionário.
Johniere Alves ribeiro
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Empresa paga 14o salário para funcionário que ler um livro por mês
Uma empresa de Cáceres (MT) encontrou uma maneira de incentivar a produtividade dos funcionários e incentivar o hábito da leitura. A rede de concessionárias Cometa paga um 14o salário no fim do ano para quem ler um livro por mês, desde que a sua unidade bata as metas de venda.
Para comprovar a leitura, é necessário entregar um resumo ou resenha da obra. Cada concessionária da Cometa tem 200 a 300 livros disponíveis e a taxa de adesão ao programa Cometa Leitura chega a 95%. Para Cristinei Melo, presidente do grupo, é uma maneira de manter os funcionários "sempre atualizados".
Além disso, a empresa tem um programa de MBA, chamado de Universidade Cometa, direcionado para a formação de administradores de concessionárias. “A cada trimestre eles têm uma matéria e aí os funcionários vão recebendo um suporte daquilo que vem no dia a dia do trabalho”.
Quem teve a ideia do programa de leitura e da formação continuada na empresa foi Francis Cruz, o proprietário da empresa. Cruz começou seus negócios aos 12 anos de idade, vendendo coxinha de porta em porta e só concluiu o Ensino Médio. A intenção foi melhorar a formação dos funcionários.

LIVRO, É MUITO FASCINANTE

Livro, é muito fascinante...

O acesso a leitura é algo que pode mudar a vida de uma pessoa. Veja o exemplo de uma catadora, que por gostar de livros e praticar a leitura, se transformou em “bibliotecária” em sua comunidade. É o poder fascinante do livro em tempos de uma sociedade conectada  ao “mundo” virtual, mesmo que seja velho e desprezado por alguns este material fez com que dona Cleuza adentrasse ao mundo ficcional da literatura e ela passou a contagiar outros.
Leia com atenção a matéria que segue.

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Johniere Alves ribeiro

Uma biblioteca feita com livros achados no lixo
Uma moradora da cidade de Mirassol, no interior de São Paulo, trabalhava com reciclagem como meio de sobrevivência. Mas além de plásticos, vidros, papel e metais, Cleuza Branco Oliveira, de 47 anos, resgatou outros objetos do lixo: livros. O achado é do site Livros e Pessoas.
Cleuza era semi-analfabeta quando começou a descobrir livros durante o seu trabalho de reciclagem. Machado de Assis, José Saramago, Jorge Amado, entre outros autores eram alguns dos "resgatados" por Cleuza no dia a dia.
A catadora guardava os livros para depois os ler em casa. Depois de acumular muitos exemplares, ela realizou um sonho: montou uma biblioteca e disponibilizou as obras para todos.
Inaugurada na associação local de catadores, a biblioteca já conta com um acervo de 300 títulos. A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser pode comprar os títulos repetidos por um valor simbólico. Esse pequeno rendimento é revertido a favor da associação.

sábado, 12 de janeiro de 2013

VESTIBULAR, DICAS PARA ESTUDAR!!!!!!!!!!!!!!

Passar no vestibular. Acredito que esta é a vontade da maioria dos alunos que entram no Ensino Médio. Mas para isso é preciso muita dedicação, administração de preferências e do tempo para o estudo e, acima de tudo, compromisso com as aulas oferecidas na escola, pois são a partir delas que o educando vai assimilando as informações e transformando-as em conhecimento. Também se faz necessário uma boa revisão de conteúdos de series anteriores. Diante deste contexto, acredito que otexto abaixo pode ajuda-lo bastante. Leia e procure se organizar para passar na Universidade que você tanto almeja.

Johniere Alves ribeiro
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Tem gente que chega na época do vestibular e vai logo fazendo promessas a todos os santos pela aprovação e entrada na faculdade. Mas apelar para as forças sobrenaturais pode ser bem mais difícil – e incerto – do que fazer o básico: estudar.
Uma preparação tranquila para o vestibular do ano exige comprometimento, seriedade e esforço. Ninguém vai passar em uma universidade super disputada apenas rezando o terço, assim como também é baixa a chance de conseguir essa proeza apenas com os estudos em horário escolar.
É preciso ir um pouco além para conquistar o primeiro grande objetivo da vida.
Quem é aluno aplicado sabe que uma simples revisão basta para chegar no dia D voando baixo, mas o mais interessante é que são justamente os mais aplicados que se esforçam até não poder mais e, ao invés de revisar as matérias, metem mesmo a cara nos estudos.
Quem não curtiu muito a sala de aula enquanto pôde e não foi um exemplo de aplicação pode correr atrás do tempo perdido se inscrevendo em um cursinho complementar, ou tendo aulas particulares. Os campeões de aprovação colocam em seus currículos uma maratona de estudos de pelo menos quatro horas diárias.
É preciso querer muito passar no vestibular para não perder a vaga por puro desleixo ou preguiça.
Quem assume a responsabilidade e o comprometimento dos estudos na etapa final deve, também, se alimentar bem melhor durante esse período, para não sentir o cansaço físico e psicológico que resulta de uma maratona puxada de estudos.

Dormir cedo e acordar cedo também é uma forma de se preparar de forma positiva para o dia que virá, e manter a concentração ao longo das semanas que antecedem a prova é essencial. Deixe as baladas para depois e jogue a cara nos livros.

Por fim, o candidato ao vestibular precisa passar por todo esse processo entendendo uma única coisa: a prova não é um bicho de sete cabeças e muito menos definirá a vida de alguém. A escolha pelos cursos das universidades é apenas o primeiro passo em uma jornada de descobertas que pode mudar, ou não, os rumos de um percurso pré-definido.
Quem não passa no vestibular em uma primeira vez não é fracassado e não deve se desesperar: o jeito é começar tudo de novo para o próximo ano. Mas com a calma e a certeza de que tudo na vida – até a aprovação nessa prova – vem na hora certa para cada um de nós.” (extraído de http://www.megadicas.com/como-se-preparar-para-vestibular-2012-2013-dicas-e-conteudos/)

domingo, 30 de dezembro de 2012

PORTINARI, POETA DE PINCEL

Portinari, poeta de pincel
O pintor Candido Portinari teve uma relação muito estreita com a Literatura Moderna de 1922, tanto que os temas dos seus quadros estavam, quase sempre, relacionados ao cotidiano das pessoas, aos cafezais, mas os mais conhecidos traziam à seca, à fome, à pobreza com tons muitos fortes de denuncia dos principais problemas sociais da nossa nação naquele contexto. Por isso, é importante observarmos as teles deste pintor que pintava com emoção e engajamento a realidade brasileira. Portinari era um homem conectado com seu tempo e com o seu fazer artístico. Sem dúvida era um “poeta de pincel”.  ( fragmento )
Johniere Alves ribeiro
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Quem foi 
Cândido Portinari foi um dos pintores brasileiros mais famosos. Este grande artista nasceu na cidade de Brodowski (interior do estado de São Paulo), em 29 de dezembro de 1903. Destacou-se também nas áreas de poesia e política.
Durante sua trajetória, ele estudou na Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro; visitou muitos países, entre eles, a Espanha, a França e a Itália, onde finalizou seus estudos.
No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra "Café". Deste momento em diante, sua obra passou a ser mundialmente conhecida.
Dentre suas obras, destacam-se: "A Primeira Missa no Brasil", "São Francisco de Assis" e Tiradentes". Seus retratos mais famosos são: seu auto-retrato, o retrato de sua mãe e o do famoso escritor brasileiro Mário de Andrade.
No dia seis de fevereiro de 1962, o Brasil perdeu um de seus maiores artistas plásticos e aquele que, com sua obra de arte, muito contribuiu para que o Brasil fosse reconhecido entre outros países. A morte de Cândido Portinari teve como causa aparente uma intoxicação causada por elementos químicos presentes em certas tintas.
Características principais de suas obras:
- Retratou questões sociais do Brasil;
- Utilizou alguns elementos artísticos da arte moderna europeia;
- Suas obras de arte refletem influências do surrealismo, cubismo e da arte dos muralistas mexicanos;
- Arte figurativa, valorizando as tradições da pintura.
Portinari: o poeta da cor - Documetário ( tv Senado)  

Relação das principais obras de Portinari:
- Meio ambiente
- Colhedores de café
- Mestiço
- Favelas
- O Lavrador de Café
- O sapateiro de Brodósqui
- Meninos e piões
- Lavadeiras
- Grupos de meninas brincando
- Menino com carneiro
- Cena rural
- A primeira missa no Brasil
- São Francisco de Assis
- Os Retirantes
Comentários sobre o pintor:
Aos quinze anos Portinari ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, na cidade do Rio de Janeiro e, aos dezoito anos, vendeu seu primeiro quadro chamado Um Baile no Campo. No ano seguinte, em 1922, recebe seu primeiro prêmio: a medalha de bronze do Salão de Belas Artes. Depois de ter sido premiado várias vezes neste Salão, Portinari viajou, em 1929, para a Europa e fixa moradia em Paris, depois de percorrer Inglaterra, Itália e Espanha. O contato com a efervescência plástica da Europa nos anos 30 define o rumo que o pintor seguiria ao retornar ao Brasil. Quando chega, em 1931, já está casado com Maria Victoria Martinelli, 
mãe de seu único filho, João Cândido.
No ano de 1933, Portinari pinta seu primeiro mural na casa de sua família. A partir de 1935, consegue ficar renomado pela elaboração de seus murais que exploravam a temática brasileira, incluindo a luta das classes trabalhadoras nas plantações, nas favelas e nas cidades.
Entre 1936 e 1939, Portinari foi professor da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, onde participou da reestruturação inovadora do programa de belas artes e experimentou a utilização de mosaico de vidro de grandes dimensões. Também desenhou murais para diversos edifícios no Brasil, trabalhando com Oscar Niemayer e Burle Marx, entre outros. Dentre os murais criados por Portinari fora do Brasil, podemos destacar o do Pavilhão Brasileiro para a Feira Internacional de Nova Iorque (1939) e para as Nações Unidas, em 1953.” ( adaptado por Johniere  Alves de Thais Pacievitch  in http://www.infoescola.com/biografias/candido-portinari/

Gerra e paz - Sede da ONU 


  “Guerra e Paz são dois painéis de, aproximadamente, 14 x 10 m cada um produzidos pelo pintor brasileiro Cândido Portinari, entre 1952 e 1956. Os painéis foram encomendados pelo governo brasileiro para presentear a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, mas antes de partirem, em 1956, foram expostos numa cerimônia noTeatro Municipal do Rio de Janeiro, que contou com a presença do então Presidente Juscelino Kubitschek.



Os primeiros estudos para a obra surgiram em 1952, quando Portinari realizava uma outra encomenda, feita pelo Banco da Bahia, com a temática de retratar a chegada da família real portuguesa à Bahia. Com o auxílio de Enrico Bianco e de Maria Luiza Leão, os painéis Guerra e Paz foram pintados a óleo sobre madeira compensada naval.[1] Enquanto um é uma representação da guerra, o outro representa a paz. Por seu trabalho com os painéis, Portinari foi agraciado em 1956 com o prêmio concedido pela Solomon Guggenheim Foundation de Nova York.[2] Naquela ocasião, o crítico de arte Mario Barata publicou a seguinte nota no Diário de Notícias:
Nunca, na arte moderna do mundo inteiro, um pintor viu as suas obras substituírem-se aos acorde de Wagner e Verdi, à fantasia dos ballets de Chopin, à majestade das orquestras sinfônicas. Pela primeira vez no século XX, o maior teatro de uma cidade transforma-se em templo da pintura

Mario Barata[3]

Cinquenta e quatro anos depois, em dezembro de 2010, os painéis deixaram a sede da ONU e retornaram ao Brasil para uma restauração que ocorrerá no Palácio Gustavo Capanema, de fevereiro a maio de 2011, em ateliê aberto ao público. Graças aos esforços do Projeto Portinari, do Governo Federal, através do Ministério da Cultura e do Itamaraty, de instituições internacionais e de empresas estatais e privadas, a obra será exposta no Brasil e no exterior até agosto de 2013, enquanto a sede da ONU sofrerá uma grande reforma.[4]
No retorno ao Brasil, contou com uma exibição franca que foi de 22 de dezembro de 2010 até 6 de janeiro de 2011, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.[5] A exposição foi visitada por mais de 40 mil pessoas.[6] Do Rio, os painéis seguiram para São Paulo (Memorial da América Latina) e, após, um itinerário que deve passar pelo Grand Palais, emParis, pelo Memorial da Paz de Hiroshima, no Japão, pelo Auditório Municipal de Oslo, onde ficarão expostos durante a entrega do Prêmio Nobel da Paz, e pelo Museu de Arte Moderna de Nova York.[7]””

TUPY, OR NOT TUPT - MODERNISMO NO BRASIL

Modernismo foi um dos principais movimentos literários da Literatura Brasileira, pois mudou radicalmente a concepção de arte existe no Brasil do início do século. As ideias dos modernistas para as artes, de um modo geral, fez com que padrões tradicionais caíssem por terra, fazendo ressurgir uma arte tipicamente brasileira. Cremos que o romance "Macunaíma" representa uma síntese do ideal de mudança a apartir da mistura. 

É o que veremos no texto abaixo, leia com atenção e se puder poste um comentário.  

 

Johniere Alves ribeiro

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O Modernismo no Brasil

 

Mário de Andrade escreveu Macunaíma em um período de grandes mudanças sociais no Brasil, a que muitos historiadores nomeiam Modernismo. Esse período é marcado por uma revolução no pensamento da época, impulsionada por diversos fatos históricos que modificaram a organização social brasileira. Entre essas mudanças é possível destacar o desenvolvimento urbano que consolidou a formação de uma classe média e proporcionou a formação de grupos sociais de interesses, lutas e visões de mundo específicos, como aqueles que protagonizaram o Tenentismo, A revolta da Chibata e a Greve de 1917.

 

SEMANA DE ARTE MODERNA - TRECHO DA MINISÉRIE " UM SÓ CORAÇÃO"
VIDEO SOBRE O MODERNISMO

 

É possível ver em Macunaíma muitos elementos dessa transformação. Dentre elas, a que mais costuma chamar atenção é a importância que o desenvolvimento urbano e tecnológico da cidade de São Paulo tem no livro. É para São Paulo que Macunaíma deseja que seu filho vá para trabalhar assim que crescer, provavelmente uma alusão às correntes migratórias que surgiram no Brasil ocasionadas pela grande oferta de emprego que apareceram nos centros urbanos devido o processo de desenvolvimento industrial. E, em outro momento, a cidade e as suas características singulares são tema da carta que Macunaíma escreve às Icamiabas, ressaltando seus elementos tecnológicos que aparecem no desenvolvimento urbano e os costumes da população da cidade.

No campo cultural, sob forte influência dos movimentos artísticos vindos, sobretudo, da França, denominados , essa revolução teve como marco inicial a organização da Semana da Arte Moderna, em 1922. Assim, produziu-se em território nacional um grande número de obras de diversas linguagens (artes plásticas, musicais, literárias), revistas e jornais literários (muitas vezes de curta vida útil) e manifestos que tinham como objetivo comum a proposta de uma produção artística que rompesse com as velhas tradições e consolidasse uma identidade verdadeiramente nacional.

Assim deu-se início ao desenvolvimento de um projeto do qual participaram grandes artistas que compõem hoje o cânone nacional e mundial. Esse projeto acabou dividindo-se em vertentes que, apesar do objetivo comum, costumavam divergir, sobretudo, quanto ao ponto de vista de uma criação de identidade nacional.


TARCILA DO AMARAL

 

Apresentação da obra – Macunaíma

 

No ano de 1928 foi publicada uma das mais importantes obras da literatura nacional, Macunaíma - o herói sem nenhum caráter, de

Mário de Andrade. Escrito em aproximadamente uma semana, no mês de dezembro de 1926, e revisado no ano seguinte,1927, o livro nos conta as aventuras da personagem Macunaíma em busca da famosa pedra muiraquitã.

Macunaíma, herói de nossa gente, nasceu no “fundo do mato-virgem”, às margens do rio Uraricoera, descendente da tribo dos tapanhumas. A personagem passa os seis primeiros anos de sua vida sem falar uma palavra, exceção feita ao seu bordão “Ai, que preguiça!...”. Após passar alguns anos em sua tribo, o herói perde sua mãe e, juntamente com seus irmãos, Maanape e Jiguê, decide partir em busca de novas aventuras.

Logo depois, Macunaíma se encontra com Ci, a Mãe do Mato, rainha da tribo das icamiabas. Após um combate, ele consegue, com a ajuda de Maanape e Jiguê, dominar Ci, que se torna sua nova companheira. Dessarelação nasce um filho, que em seguida morre. Com a morte do filho, Ci também decide partir desse mundo para virar uma constelação; antes de ir ela dá a Macunaíma a sua pedra muiraquitã. A personagem, abatida pela perda, também resolve deixar a tribo das icamiabas com seus irmãos.

TRECHO DO FILME MACUNAÍMA

 

Depois de sua partida, o monstro Capei cruza com o herói e o ataca; como conseqüência desse conflito, a muiraquitã se perde. Mais tarde, Macunaíma ficasa bendo que a pedra está com o peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã, que havia voltado para São Paulo. Decide então, na companhia de seus irmãos, partir para a cidade em busca da muiraquitã. Começa assim a sua saga. (por  Adapatado por Johniere Alves Ribeiro de Daniel Arantes . Juliane Barbosa . Stefan Campaci . Tatiane Marchi in : http://www.iel.unicamp.br/cefiel/alfaletras/Macunaima.pdf)