domingo, 30 de dezembro de 2012

THE BEATLES e o encontro simbólico com rei do baião

THE BEATLES e o encontro simbólico com rei do baião
Por Johniere Alves Ribeiro

Luiz Gonzaga é o um dos músicos mais inventivos do cancioneiro nacional, estabeleceu em suas canções uma relação direta com o povo nordestino, principalmente com o sertanejo. Deste sertão, cantou sua dor e seu sofrimento como ninguém. Representou em seus versos a fauna, a flora e a cultura desta região, tão castigada pela falta das chuvas.
Gonzangão, sem dúvida, é um dos pilares de nossa música, tanto que Nelson Mota – em uma de suas colunas, publicadas no dia 13/02/2012 – afirma que: “Luiz Gonzaga, o célebre rei do baião, foi o primeiro a colocar o Nordeste no mapa da música popular brasileira”.  
Mesmo apresentando letras de caráter regionalista, conseguiu influenciar artistas de renome no Brasil e no exterior. Mas, talvez, tenha sido esta característica que fez com que seus versos ficassem obscurecidos pelo requinte da batida do violão e do som sincopado da Bossa Nova. Todavia, os jovens da MPB, na busca de um “tom” nacionalista para nossa música, revisitam a coletânea gonzagueana e a reconduz ao seu devido lugar: o sucesso.  Isto porque, em seus repertórios, passaram a inserir músicas do mestre Lua, como é o caso dos seguintes artistas: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Chico Buarque, Maria Betânia, Geraldo Vandré, Elba e Zé Ramalho... E na atualidade, Lenine, Marisa Monte, Bicho de Pé, Rastapé, etc, dão seguimento ao legado daquele menino artista, forjado nas feiras do interior pernambucano.
Alguns movimentos como a Tropicália, liderado pelo próprio Caetano, Gil e Tom Zé; e o  Mangbeat trazem consigo, direta ou indiretamente, a essência das músicas de Luís. Dessa forma, entendemos que o sanfoneiro pernambucano, associa-se a outros grandes nomes da nossa música, na construção de uma “sonoridade tipicamente brasileira”. 
O som da “sanfona” do filho de Januário, conquistou o mundo, como bem apresenta o título do livro de Gildson Oliveira:“ Luís Gonzaga, o matuto que conquistou o mundo”( 2000). São vários os livros, as dissertações e as teses sobre o fenômeno do rei do baião, mas algumas são curiosas, por ter sido também lançadas fora do Brasil, a saber: “Vida Do Viajante: A Saga De Luiz Gonzaga (1997)” da francesa Dominique Dreyfus; “Luiz Gonzaga: A Síntese Poética E Musical Do Sertão( 2000)”, da professora Elba Braga Ramalho, tese defendida em Liverpool.  
E por falar em Liverpoool, no ano de 1968, a quem diga que o compositor Carlos Imperial espalhou no Rio de Janeiro que THE BEATLES acabara de gravar a música “Asa branca” de Luís, logo se descobriu que tudo não passava de uma brincadeira. Todavia, quem sabe se não era uma “brincadeira profética”, pois em 2012, a “Beatles songs” rederam-se ao baião, e um dos  meninos de Liverpool, teve que reconhecer o garoto de Exu.
 Uma reportagem no estadão.com.br/cultura, intitulada “Salve a terra de Luiz Gonzaga”, diz   o seguinte  sobre Paul Cartney em Recife:  “...os Beatles se encontraram com o Rei do Baião, uma das fusões nunca imaginadas do mundo do pop. E justamente no centenário de nascimento de Gonzagão, o que configura uma jogada de mestre[...] O elogio a Luiz Gonzaga, em seu centenário, mostra uma disposição de McCartney em usar sua popularidade para despertar em suas plateias o melhor delas esmas.”
Não que necessitamos de opiniões de estrangeiros – na música ou na academia - para só assim referendarmos a genialidade e a importância do velho Lula. Contundo, é no mínimo inusitada uma declaração como aquela de Carlos Imperial se concretizar nos elogios de Paul.
Por isso, não podíamos, no ano do centenário de Luís, deixar de prestar uma homenagem a este que enriqueceu a música popular brasileira e a cultura nordestina a um lugar de destaque até então jamais visto.
Sendo assim, viva Luís Gonzaga!
( texto publicado ne Revista Conviver - Unimed: http://www.cg.unimed.com.br/noticia.php?id=118)

ENGAJAMENTO SOCIAL - CIBERATIVISMO: É PARA TODOS?

A internet vem se tornando uma ferramenta importante, inclusive para promover alguns movimentos sociais importantes: a Primavera Árabe, por exemplo. Mas será que até o engajamento social tornou-se algo virtual?

Leia o artigo abaixo e tire suas conclusões.

Johniere Alves ribeiro

 

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Ciberativismo, o amplo poder da Internet - Por Lainy Costa

 

Será que a Primavera Árabe, teria ocorrido sem a Internet. Em história, não existe o "se", mas é certo que antes da era digital, qualquer campanha ou manifestação tinha limitações físicas e financeiras. Agora, gastando pouco (ou nada, é possível atingir um maior número de pessoas em poucos minutos. Ideias podem reunir pessoas que não se conhecem e vivem em continentes diferentes. Será que o ativismo tornou-se totalmente digital?
A resposta é não. Segundo a doutora Jussara Borges, professora da UFBA, ainda não é possível falar em virtualização da organizações civis, pois existem muitas limitações estruturais e humanas que ainda persistem, sem falar na exclusão digital. Pesquisando algumas organizações de Salvador, ela constatou que 80% apresentaram mudanças por influência da internet, empregando-a em muitas atividades, principalmente na atuação política, mas basicamente para facilitar tarefas como comunicação e atualização de notícias. A pesquisa revelou que a tecnologia transformou antigas formas de participação em ciberativismo, mas isso não significou uma revolução. Das 44 organizações por ela pesquisada, 6 praticam esse ciberativismo, mas somente 1 faz uso das redes sociais e ganhou visibilidade da mídia e de personalidades artísticas e políticas.
Marco Antônio Villa, Historiador da UFSCAR , declarou em entrevista à TV Cultura que a internet tem um papel fundamental nas reivindicações, pois a disseminação dos acontecimentos se dá com grande velocidade e penetração por meio das redes sociais. Mesmo com este avanço, nem tudo está resolvido. O sociólogo Demétrio Magnoli, colunista do jornal O Estado de São Paulo, vê um exagero quanto ao papel da internet, ainda que ela seja uma ferramenta importante. "As manifestações ainda são feitas pelas pessoas e não pela Internet", completou.
A revolução digital também inclui na defesa das causas os participantes ocasionais, que não estariam defendendo aquela assunto se não fosse pela circunstância e facilidade. Digitalmente, é fácil reunir centenas ou até milhares de pessoas, mas trazer do mundo virtual o desejo por mudanças nem sempre é fácil.
Na campanha do "Occupy Wall Street", dezenas de milhões de pessoas declararam solidariedade mas, após algumas semanas de manifestação, poucas dezenas de pessoas se reuniam no centro financeiro de Nova Iorque. Outro exemplo aconteceu no protesto contra o cancelamento das obras do metrô da estação Angélica em São Paulo. Cerca de 50 mil pessoas confirmaram presença através do facebook, mas somente 4 mil compareceram.
Por outro lado, outras reuniões formuladas virtualmente deram resultado. A Marcha Contra a Corrupção, ocorrida em Brasília, chegou a reunir cerca de 20 mil manifestantes; a já citada Primavera Árabe, iniciada pelo tunisiano Mohamed Bouazizi que ao atear fogo ao próprio corpo em reivindicação ao descaso do governo com a população, ganhou força nas redes sociais e, além de gerar uma onda de protestos no Oriente Médio e Norte da África, levou o então presidente tunisiano, Zine El-Abdini Bem Ali, no poder desde 1987, a renunciar e fugir para a Arábia Saudita.
A tecnologia, como sempre não é boa nem ruim. Ela depende de qual o uso que se faz dela. O engajamento social através de redes e suportes digitais sem dúvida trouxe muitas facilidades para as pessoas se reunirem ao redor de ideais comuns. Só que no coração das mudanças, estão as pessoas. Tudo continua dependendo 100% das ações que elas tomam.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

COLETÂNEA DE TEXTO - o que fazer?


Em quase todos vestibulares, junto a proposta de redação, temos a famosa coletânea de textos.  Mas o que fazer com ela? Assista o vídeo  do professor Rafael Cunha e veja como responder esta pergunta.
Se puder faça o seu comentário ou poste uma pergunta.
Johniere Alves ribeiro
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CARTA DO LEITOR - TEXTO DE ESFERA JORNALÌSTICA

Os textos jornalísticos, em sua maioria, têm como característica central uma linguagem associada à denotação, pois estes primam pela informação. Para a escrita do jornal ou da revista deve tentar aproximar a linguagem do plano real, pois o jornalista (em tese) não deve passar nenhum tipo de informação que não seja comprovado, caso contrário tais textos perderam a credibilidade diante o seu publico alvo.
Os gêneros textuais que circulam nesta esfera, como sabemos, tem com meio de divulgação vários espaços: revistas e jornais impressos, televisão, rádio e, mais recentemente, o mundo da web que tem desenvolvido mecanismos cada vez mais rápidos para que a informação se pulverize, tanto para computadores ( em casa ou em empresas) como para celulares, ipod´s, iped´s, dentre outros canais tecnológicos. Falamos em gêneros textuais.... Mas o que são os gêneros textuais?
Segundo Marcuschi (2001), um gênero varia de acordo com o contexto discursivo. A estrutura de uma carta, por exemplo, em geral, é sempre a mesma. Qual seja? De acordo com o autor: a) local, data; b) saudação; c) texto; d) despedida; e)assinatura. Contudo, como afirma Silva (1997 apud BEZERRA, 2003, p. 210),

[…] embora sendo cartas, não são da mesma natureza, pois circulam
em campos de atividades diversos, com funções comunicativas
variadas [...] assim, [estes] tipos de cartas podem ser considerados
como subgêneros do maior “carta”, pois todos têm em comum – sua
estrutura básica: a seção de contato, o núcleo da carta, e a seção de
despedida – mas são diversificados em suas formas de realização,
suas intenções.

        Têm-se os tipos de carta de acordo com o contexto sócio-discursivo. “É assim que temos carta pedido, carta resposta, carta pessoal, carta programa, carta circular, carta ao leitor e tantas outras” (BEZERRA, 2003, p. 201).
 Diante de tudo que foi exposto, estaremos apresentando um dos gêneros textuais que circulam no ambiente jornalístico: a carta do leitor.

Johniere Alves ribeiro

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CARTA DO LEITOR: esse tipo de texto no vestibular pretende avaliar a capacidade que o candidato tem de escrever um texto numa situação determinada, com um interlocutor fixo. Os recursos de linguagem utilizados devem ser adequados ao texto-base, com o qual deve se estabelecer a interlocução. Do mesmo modo, a opinião pessoal do candidato sobre o episódio descrito no texto deve estar presente. O uso da 1ª pessoa é viável, uma vez que a opinião pessoal do candidato deverá estar presente. Pela exigüidade do número de linhas, alguns vestibulares dispensam  as formalidades estéticas comuns às cartas, como local, data, invocação, despedida e assinatura. Portanto, fiquem atentos ao comando do enunciado.
            A linguagem da carta do leitor varia de acordo com três elementos essenciais: a intencionalidade  do texto (protestar, criticar positiva ou negativamente, brincar ou apenas “impressionar” os leitores);  o perfil do autor ( seus gostos, idade, nível cultural, etc.); o perfil do jornal ou revista ( quem é o público leitor, quais os assuntos publicados, o grau de formalismo, etc)
            Quando o teor da carta diz respeito a uma matéria assinada, o leitor deve de dirigir ao jornalista que a escreveu. Porém, se a carta disser respeito ao jornal  ou a uma matéria não assinada, então o leitor deve se dirigir ao edito, representante legal da revista ou jornal. (adaptado por Johniere Alves Ribeiro  de http://praticasescrita.blogspot.com.br/2011/05/carta-de-leitor-contexto-jornalistico.html)

CARACTERÍSTICAS DA CARTA DO LEITOR

a)       expressa a opinião do leitor sobre textos publicados em jornal ou revista;
b)       tem intencionalidade persuasiva;
c)       tem estrutura semelhante à da carta pessoal: data, vocativo, corpo do texto (assunto), expressão cordial de despedida e assinatura;
d)       linguagem de acordo com o perfil do autor, da revista ou jornal a que se destina, predominando o padrão culto formal;
e)       menor ou maior pessoalidade, de acordo com a intenção do autor; ( Adaptado de CEREJA E MAGALHÃES, 2000. IN Texto e interação. )

f)        se preferir, mande um e-mail que possui as mesmas características da carta (será mais rápido e é a forma mais indicada na atualidade, pois todo jornal e revista tem um setor responsável para receber este tipo de demanda)  .
  
Dicas de como montar a estrutura:

- Leia com atenção a proposta, pois ela norteará o que se deve fazer;
- Procure interpretar bem os textos motivadores e preste atenção se há imagem ( figuras, tirinhas, capas de revistas, etc) pois eles podem inspirar sua escrita;
- Não transcreva literalmente ( letra por letra) trechos dos textos motivadores, pois demonstra empobrecimento de argumentação em seu texto;
- Situe o leitor do seu texto (referência ao artigo, dando título, autor e edição ou data do órgão divulgador)
- Dirija-se a interlocutor fixo (diretor da revista, leitor em especial), conforme indicação no enunciado.
- Faça-o no início ( Prezado senhor: , Senhor diretor:)
- Exponha sua opinião ou posição sobre o assunto  de forma sucinta.
- Apresente razões, argumentos, sugestões.
- Encerre reforçando a sua posição ou sugerindo algo.
- Mantenha postura equilibrada e firme. ( adaptado por Johniere Alves Ribeiro)


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

REDAÇÃO NO ENEM - DICAS IMPORTANTES

REDAÇÃO DO ENEM - DICAS IMPORTANTES

 Produção textual do ENEM  apresentará algumas novidades para a correção, Por isso , é importante que o candidato precisa ter conhecimentos de algumas competências e habilidades, faz-se necessário compreender o “caminhos das pedras” para a escrita. Desse modo, veja como um site apresenta estes apectos no campo da escrita.

Johniere Alves ribeiro


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Dicas para a redação do Enem
Por Redação Eschola.com | – 06/08/2012 12:36:00
O MEC divulgou o seu Manual para a Correção das redações do ENEM, mas a imprensa deu destaque apenas aos critérios para correção das Redações com dois ou três professores e deixou de lado o mais interessante e útil para os alunos que é “o caminho das pedras” para uma boa redação dentro desses critérios.
Esse caminho começa com a definição das 5 competências que serão cobradas, cada uma delas valendo até 200 pontos em um total de 1.000.
Recomendamos fortemente que todos leiam a íntegra das recomendações porque as informações ali contidas são valiosas.
Guia do participante - Redação Enem 2012 ( acesse o site do INEP - )
A seguir, trazemos um resumo contendo o primeiro (200 pontos) e o último (zero ponto) dos cinco níveis de desempenho que serão utilizados para avaliar cada uma das Competências que serão cobradas nas redações do Enem 2012:
Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
200 pontos
O participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. Assim, o mesmo desvio não ocorre em várias partes do texto, o que revela que as exigências da norma padrão foram incorporadas aos seus hábitos linguísticos e os desvios foram eventuais. Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta.
0 ponto
O participante demonstra desconhecimento total da norma padrão, de escolha de registro e de convenções da escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento, para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
200 pontos
O participante desenvolve muito bem o tema, explorando os seus principais aspectos. A redação contém uma argumentação consistente, revelando excelente domínio do tipo textual dissertativo-argumentativo. Isso significa que o texto está estruturado, por exemplo, com: uma introdução, em que a tese a ser defendida é explicitada; argumentos que comprovam a tese distribuídos em diferentes parágrafos; um parágrafo final com a proposta de intervenção funcionando como uma conclusão.
Além disso, os argumentos defendidos não ficam restritos à reprodução das ideias contidas nos textos motivadores nem a questões do senso comum.
0 ponto
O participante desenvolve texto que não contempla a proposta de redação: desenvolve outro tema e/ou elabora outra estrutura textual que não a dissertativo-argumentativa – por exemplo, faz um poema, descreve algo ou conta uma história.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
200 pontos
O participante seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, configurando autoria, em defesa de seu ponto de vista. Explicita a tese, seleciona argumentos que possam comprová-la e elabora conclusão ou proposta que mantenha
coerência com a opinião defendida na redação.
0 ponto
O participante apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos incoerentes ou não apresenta um ponto de vista
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
200 pontos
O participante articula as partes do texto, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos. A redação enquadrada neste nível não poderá conter: frases fragmentadas que comprometam a estrutura lógico-gramatical; sequência justaposta de idéias sem encaixamentos sintáticos; ausência de paragrafação; frase com apenas oração subordinada, sem oração principal. Poderá, porém, conter eventuais desvios de menor gravidade: emprego equivocado do conector; emprego do pronome relativo sem a preposição, quando obrigatória; repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua. Entretanto, o mesmo erro não poderá se repetir, uma vez que essa pontuação deve ser atribuída ao participante que demonstrar pleno domínio dos recursos coesivos.
0 ponto
O participante apresenta informações desconexas, que não se configuram como texto.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
200 pontos
O participante elabora proposta de intervenção clara e inovadora, relacionada à tese e bem articulada com a discussão desenvolvida no texto. São explicitados os meios para realizá-la.
0 ponto
O participante não apresenta proposta de intervenção
Com a leitura atenta da definição dessas 5 competências e entendendo bem o que será cobrado para obter o melhor nível de desempenho, o candidato terá tudo para obter um excelente resultado na prova de Redação do ENEM.




Dicas para a redação do Enem

Por Redação Eschola.com | – 06/08/2012 12:36:00
O MEC divulgou o seu Manual para a Correção das redações do ENEM, mas a imprensa deu destaque apenas aos critérios para correção das Redações com dois ou três professores e deixou de lado o mais interessante e útil para os alunos que é “o caminho das pedras” para uma boa redação dentro desses critérios.
Esse caminho começa com a definição das 5 competências que serão cobradas, cada uma delas valendo até 200 pontos em um total de 1.000.
Recomendamos fortemente que todos leiam a íntegra das recomendações porque as informações ali contidas são valiosas.
A seguir, trazemos um resumo contendo o primeiro (200 pontos) e o último (zero ponto) dos cinco níveis de desempenho que serão utilizados para avaliar cada uma das Competências que serão cobradas nas redações do Enem 2012:
Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
200 pontos
O participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. Assim, o mesmo desvio não ocorre em várias partes do texto, o que revela que as exigências da norma padrão foram incorporadas aos seus hábitos linguísticos e os desvios foram eventuais. Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta.
0 ponto
O participante demonstra desconhecimento total da norma padrão, de escolha de registro e de convenções da escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento, para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
200 pontos
O participante desenvolve muito bem o tema, explorando os seus principais aspectos. A redação contém uma argumentação consistente, revelando excelente domínio do tipo textual dissertativo-argumentativo. Isso significa que o texto está estruturado, por exemplo, com: uma introdução, em que a tese a ser defendida é explicitada; argumentos que comprovam a tese distribuídos em diferentes parágrafos; um parágrafo final com a proposta de intervenção funcionando como uma conclusão.
Além disso, os argumentos defendidos não ficam restritos à reprodução das ideias contidas nos textos motivadores nem a questões do senso comum.
0 ponto
O participante desenvolve texto que não contempla a proposta de redação: desenvolve outro tema e/ou elabora outra estrutura textual que não a dissertativo-argumentativa – por exemplo, faz um poema, descreve algo ou conta uma história.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
200 pontos
O participante seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, configurando autoria, em defesa de seu ponto de vista. Explicita a tese, seleciona argumentos que possam comprová-la e elabora conclusão ou proposta que mantenha
coerência com a opinião defendida na redação.
0 ponto
O participante apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos incoerentes ou não apresenta um ponto de vista
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
200 pontos
O participante articula as partes do texto, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos. A redação enquadrada neste nível não poderá conter: frases fragmentadas que comprometam a estrutura lógico-gramatical; sequência justaposta de idéias sem encaixamentos sintáticos; ausência de paragrafação; frase com apenas oração subordinada, sem oração principal. Poderá, porém, conter eventuais desvios de menor gravidade: emprego equivocado do conector; emprego do pronome relativo sem a preposição, quando obrigatória; repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua. Entretanto, o mesmo erro não poderá se repetir, uma vez que essa pontuação deve ser atribuída ao participante que demonstrar pleno domínio dos recursos coesivos.
0 ponto
O participante apresenta informações desconexas, que não se configuram como texto.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
200 pontos
O participante elabora proposta de intervenção clara e inovadora, relacionada à tese e bem articulada com a discussão desenvolvida no texto. São explicitados os meios para realizá-la.
0 ponto
O participante não apresenta proposta de intervenção
Com a leitura atenta da definição dessas 5 competências e entendendo bem o que será cobrado para obter o melhor nível de desempenho, o candidato terá tudo para obter um excelente resultado na prova de Redação do ENEM.

ENEM - RETA FINAL


Segue algumas dicas para a reta final do ENEM.  As informações foram retiradas do site do Yahoo.
Um abraço a todos.

Johniere Alves Ribeiro
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Dicas para a reta final do Enem
Por | Redação Eschola.com – 31/10/2012 12:25:00
 Os últimos dias de preparação para a prova do Enem estão chegando e pensando nisso a ESCHOLA.COM preparou algumas dicas para você ter um bom aproveitamento no exame. Antes de tudo, os especialistas recomendam que os candidatos não fiquem ansiosos nos dias antecedentes à data da prova e, em especial, ter autoconfiança.
Abaixo uma série de dicas que podem  ajudar nesses últimos dias.
1- Já confirmou o local da prova? Já foi até lá para calcular o tempo que leva pra chegar? Viu exatamente onde é o portão, para não se perder? Aproveite o feriado e cheque seu itinerário.
2- Os portões de acesso são abertos às 12h e fechados às 13h. Recomenda-se que todos os participantes compareçam ao local de realização das provas até as 12h, de acordo com o horário oficial de Brasília. Veja essas e outras dicas no Portal do INEP/MEC
http://www.enem.inep.gov.br/fique-atento.html
3- Já estudou gráficos, tabelas e mapas? Eles vão cair com certeza porque várias matérias, como Matemática, Ciências, Geografia e História usam essa forma de representação. Desde 2009 o ENEM é muito mais raciocínio que "decoreba" e uso dessas formas de representação gráficas tem tudo a ver com isso.
 “ A leitura de tabelas e de gráficos ocupa um lugar de destaque no estudo, pois tais elementos complementam as informações de livros didáticos, jornais, revistas e facilitam a aproximação da teoria com a realidade. As vezes, durante de um texto, encontramos gráficos e tabelas que precisamos interpretar... “
 4- Em Biologia, releia tudo sobre Ecologia e Meio-Ambiente. Leia na Internet sobre a Rio+20.
 5- Em Matemática, releia tudo sobre Estatística, Porcentagens e Probabilidade.
 6- Na reta final não adianta tentar recuperar toda a matéria. Escolha alguns itens de matérias nas quais você acha que está fraco e releia esses assuntos!
O jornal "O Estado de São Paulo" apurou junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que, desde 2009, quando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou a ser considerado um vestibular unificado, o número de redações anuladas vem crescendo a cada ano. O número de textos invalidados aumentaram 168% entre 2009 e 2011. Os dados tem relação direta com as mudanças nas regras de correção, com as diferentes propostas de redação a cada edição do exame e também com o perfil dos inscritos, segundo especialistas. No Enem de 2011, foram anuladas 137.161 redações, ou 2,5% do total das provas, contando as que foram entregues em branco.
Além de vestibular, o Enem passou a ser usado após 2009 como certificação do ensino médio e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além de critério para bolsas no Programa Universidade Para Todos (ProUni) e financiamento estudantil.
Já foram publicados aqui alguns assuntos que são possíveis temas para a redação e também o Manual para a Correção das redações do Enem  com um “caminho das pedras” para uma boa redação dentro desses critérios.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

JOSÉ SARAMAGO - A MAIOR FLOR DO MUNDO


Um dia escrevi para o Jornal da Paraíba sobre Saramago:

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Subversão estilística em Ensaio sobre a cegueira. ( Publicado)


Por Johniere Alves Ribeiro. Mestr  e em Literatura e Interculturalidade.

Quem tem contato pela primeira vez com um romance de José Saramago, principalmente com os produzidos pós Ensaio sobre a cegueira, se impressiona com o modelo por ele praticado. Sua escrita, a partir deste romance, ganha um tom originalíssimo, rompendo com os paradigmas presente em Terra do Pecado( 1947) seu primeiro romance e até mesmo de Levantado do Chão (1980) obra que faz com que Saramago ganhe o prestigio dos críticos.
Durante a leitura nos sentimos presos a uma teia de signos. Sua linguagem leve, sua pontuação, parecida com a da fala; a forma como ele consegue enquadrar a seqüência lógica das cenas envolve-nos, de tal maneira, que não conseguimos abandonar a leitura do romance. 
Compreender a escrita de José Saramago é tentar percorrer um labirinto, mas com um mapa à mão, no qual podemos encontrar a saída, uma espécie de “fio de Ariadine”. Isto se dá ao fato do autor - como todo bom escritor - fundir ao seu estilo a densidade formal, advinda da complexidade dos temas, com a simplicidade de um contador de história que consegue prender, por meio do som, ritmo e imagens a atenção do seu leitor, que ofegantemente tenta chegar ao fim da trama
Para estabelecer este labirinto lingüístico, Saramago rompe com a tradição clássica de escrever um romance, é por isso que não se encontra em ESC as “devidas” marcas de pontuação para delimitação dos diferentes momentos da fala dos personagens, todavia durante a leitura da obra, apesar de tal inovação, o leitor aos poucos vai se acostumando à lógica interna da narrativa e percebe que as letras maiúsculas é que indicam o momento em que um novo locutor ou interlocutor estabelece seu discurso.
Fica notório que esta forma de escrever segue o modelo contínuo do pensamento. E apesar de não estar expressa numa seqüência paragrafal, podemos perceber uma ordem cronológica bem próxima do que acontece nos enredos tradicionais. Dessa forma, quem fica responsável para delimitar tal prerrogativa é a mente do leitor. Marco Lucchesi, pesquisador em Literatura, sobre este aspecto comenta:  Já não se trata de uma palavra peregrina, mas de uma palavra comprometida. ( LUCCHESI: 1997, p.16) 
Ainda é importante ressalta que, neste romance, o autor não indica os nomes dos personagens, o que reincidirá em suas obras posteriores. Assim, quem lê percebe que a apresentação dos personagens se prende a sua função social e suas características físicas, como por exemplo: a mulher do médico, sou polícia, o menino estrábico.  
Subversão. Talvez seja essa a definição que poderíamos dar a este estilo produzido pelo autor português. Subversão ao pontuar seus romances, subversão ao elencar temas que envolva a esfera social, mas que não torna sua obra meramente panfletária; subversão ao mudar a lógica da narrativa, etc. Esta talvez seja a maior das características da escrita saramaguiana, a partir de ESC , um tópico que renova o conjunto de seu obra.  ( Jornal da Paraiba. Opinião. 2007)

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Escrevi por admiração ao autor  e pelo modo como ele me surpreendeu, mas  no vídeo que segue inspirado no conto “A maior flor do mundo” me deixou ainda mais impressionado pela escrita deste Prémio Nobel da Literatura.
Assista você também o vídeo e comete-o, depois procure um dos livros deste autor para ler.
Johniere Alves Ribeiro