quarta-feira, 6 de junho de 2012

COMPLEXO DE ÉDIPO PSICANÁLISE E LITERATURA


Édipo Rei é um  clássico da literatura ocidental, esta peça de Sófocles é considerada uma das mais perfeitas tragédias da Grécia Antiga.

Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho tornar-se-ia seu assassino e desposaria a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo de seu nascimento. No entanto, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu, salvo por um pastor que entregou-o a Políbio, rei de Corinto.

Já adulto, Édipo descobre sobre a maldição que lhe foi atribuída e para que ela não fosse cumprida, foge de Corinto para Tebas, sem saber que lá sim é que seus pais verdadeiros o esperavam.

No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e seu amo, sem saber que seu destino estava já se concretizando, mata a todos.

Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfingie e de seus enigmas, recebendo a recompensa: é eleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta.

 Este enredo ofertou a lguns conceitos em psicologia são particulares de algumas abordagens psicológicas e o complexo de Édipo é um conceito fundamental para a psicanálise, entendido, inclusive, como sendo universal e, portanto, característico de todos os seres humanos. O complexo de Édipo caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade. Metaforicamente, este conceito é visto como amor à mãe e ódio ao pai, mas esta idéia permanece, apenas, porque o mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou aos representantes delas. 

Diante do exposto leia com o texto que segue resgatando um pouco da história da teoria de Freud: o complexo de édipo.

 

Johniere Alves




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História
Freud baseou-se na tragédia de Sófocles(496-406 a.C.), Édipo Rei, para formular o conceito do Complexo de Édipo, a preferência velada do filho pela mãe, acompanhada de uma aversão clara pelo pai.
Na peça (e na mitologia grega), Édipo matou seu pai Laio e desposou (se comprometer em matrimônio) a própria mãe, Jocasta. Após descobrir que Jocasta era sua mãe, Édipo fura os seus olhos e Jocasta comete suicídio
Sófocles, utilizou este mito para suscitar uma reflexão sobre a questão da culpa e da responsabilidade perante as normas, éticas e tabus estabelecidos por sua sociedade (comportamentos que, dentro dos costumes de uma comunidade, é considerado nocivo e lesivo a normalidade, sendo por isto vista como perigosa e proibida a seus membros).
Em seu ensaio Dostoievski e o parricídio Freud cita, além de Édipo Rei, duas outras obras que retratam o complexo: Hamlet e Os Irmãos Karamazov.
Período fálico
O complexo de Édipo é uma referência à ameaça de castração ocasionada pela destruição da organização genital fálica da criança, radicada na psicodinâmica libidinal, que tem como plano de fundo as experiências libidinais que se iniciam na retirada do seio materno. Importante notar que a libido é uma energia sexual, mas não se constitui apenas na prática sexual, mas também nos investimentos que o indivíduo faz para obtenção do prazer.
 Conceito em psicanálise
O complexo de Édipo é um conceito fundamental para a psicanálise, entendido por esta como sendo universal e, portanto, característico de todos os seres humanos. O complexo de Édipo caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade. Metaforicamente, este conceito é visto como amor à mãe e ódio ao pai, mas esta idéia permanece, apenas, porque o mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou aos representantes delas. Uma vez que o ser humano não pode ser concebido sem um pai ou uma mãe (ainda que nunca venha a conhecer uma destas partes ou as duas), a relação que existe nesta tríade é, segundo a psicanálise, a essência do conflito do ser humano. [1]
A idéia central do conceito de complexo de Édipo inicia-se na ilusão de que o bebê tem de possuir proteção e amor total, reforçado pelos cuidados intensivos que o recém nascido recebe por sua condição frágil. Esta proteção é relacionada, de maneira mais significativa, à figura materna. Em torno dos três anos, a criança começa a entrar em contato com algumas situações em que sofre interdições, facilmente exemplificadas pelas proibições que começam a acontecer nesta idade. A criança não pode mais fazer certas coisas porque já está maior, não pode mais passar a noite inteira na cama dos pais, andar pelado pela casa ou na praia, é incentivada a sentar de forma correta e controlar o esfíncter, além de outras cobranças. Neste momento, a criança começa a perceber que não é o centro do mundo e precisa renunciar ao mundo organizado em que se encontra e também à sua ilusão de proteção e amor total.
O complexo de Édipo é muito importante porque caracteriza a diferenciação do sujeito em relação aos pais. A criança começa a perceber que os pais pertencem a uma realidade cultural e que não podem se dedicar somente a ela porque possuem outros compromissos. A figura do pai representa a inserção da criança na cultura, é a ordem cultural. A criança também começa a perceber que o pai pertence à mãe e por isso dirige sentimentos hostis a ele.[1]
Estes sentimentos são contraditórios porque a criança também ama esta figura que hostiliza. A diferenciação do sujeito é permeada pela identificação da criança com um dos pais. Na identificação positiva, o menino identifica-se com o pai e a menina com a mãe. O menino tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo tem “ódio” pelo ciúme da mãe. A menina é hostil à mãe porque ela possui o pai e ao mesmo tempo quer se parecer com ela para competir e tem medo de perder o amor da mãe, que foi sempre tão acolhedora.
Nesta fase, a repressão ao ódio e à vontade de permanecer em “berço esplêndido” é muito forte e o sujeito desenvolve mecanismos mais racionais para sua inserção cultural.
Com o aparecimento do complexo de Édipo, a criança sai do reinado dos impulsos e dos instintos e passa para um plano mais racional. A pessoa que não consegue fazer a passagem da ilusão de super proteção para a cultura se psicotiza.
Referências
  1. 1,0 1,1 KUSNETZOFF, Juan Carlos, Nova Fronteira, Introdução à Psicopatologia Psicanalítica, 8ª edição, 1994. 8520904327

terça-feira, 5 de junho de 2012

O CENTAURO NO MEU JARDIM - COMENTÁRIO



"O Centauro em meu Jardim"

Ao ler o livro não há como não fazer referência ao mundo da mitologia grega. Mas, na verdade este livro de Moacir Scliar apresenta várias vertentes, dentre elas a ideia da mistura que há em nosso país, creio que é um livro que discute o confronto entre o individualismo e o coletivo, seria uma análise dos aspectos étnicos e religiosos. Isto porque o personagem central ( Guedali, o centauro) que tem sua origem judaico-russa, advindo de uma família de imigrantes aqui no Brasil, levando a discussão sobre a percepção daquilo que é “diferente”. 
Johniere Alves Ribeiro   

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Videos sobre O Quinze - Rachel de Queiroz



Raquel de Queiroz foi uma das principais escritores de nossa literatura, também foi uma das primeiras a ganhar uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Apresenta uma obra de caráter combativo e idealista. Algumas de suas personagens femininas apresentam um perfil de estarem sempre à frente do seu tempo. Seus enredos apresenta a fome e a seca como temas essenciais e tem como ambientação a aridez do Nordeste brasileiro.
Segue alguns criados a partir de sua principal obra O Quinze.
Johniere Alves Ribeiro
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O Quinze
planos de fundo: o primeiro é a saga dos retirantes do Ceará na seca de 1915;
o segundo, o romance de Vicente e Conceição.
A obra em questão é um romance com todos os caracteres modernistas e neorealistas.
Modernistas a despeito das normas vigentes da geração de 30 a 45,
em que com a atenção voltada para o nacionalismo, para a cultura brasileira,
surge então a ficção em prosa regionalista, em que a autora, com 20 anos,
escreve este, se não único romance verdadeiramente regional e social. Nele
está presente a saga dos flagelados cearenses representantes da desastrosa
seca de 1915. Estes personagens: Chico Bento e sua família, Conceição,
Vicente, mãe Nácia, também respondem pela sociedade do Logradouro e do
Quixadá, interior do Ceará, com suas crenças, costumes e tradições: “Ô meu
boi! Ô lá meu boi é! Meu boi manso! Ô ê... ê...ê...” (QUEIROZ: 1930, p. 23).
POR:
1
Luciana Mariano
2
Luciana Silva Jesus
3
Maria da Conceição S. Clemente Brito
4Rodrígo Frigerio Piva


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5
Karina Ribeiro Francischetto

domingo, 3 de junho de 2012

MEIO AMBIENTE E A JUVENTUDE

Meio ambiente e sustentabilidade são os temas mais debatidos na atualidade. Contudo, a juventude também pode desenvolver um papel importante neste processo. Por isso, acredito ser um tema qualificado para a produção textual tanto no ENEM como em outros vestibulares. Pensando nisto, segue um texto que apresenta este tema e que difunde o modo como os jovens podem desenvolver atitudes de proteção ambiental.
Boa Leitura.
Johniere Alves Ribeiro 
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Texto I

Jovens lançam programa de conscientização sobre questões socioambientais

Jovens de todo o Brasil poderão contribuir para a formação de uma sociedade voltada para o desenvolvimento auto-sustentável. Foi com esse objetivo que a organização jovem Interagir, em parceria com o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

Jovens de todo o Brasil poderão contribuir para a formação de uma sociedade voltada para o desenvolvimento auto-sustentável. Foi com esse objetivo que a organização jovem Interagir, em parceria com o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e com os ministérios da Educação e do Meio Ambiente, lançou na segunda-feira (11/7) o projeto Geo Juvenil Brasil.
O Geo Brasil, primeiro programa da sociedade civil a propor uma ação ao programa do governo federal Juventude e Meio Ambiente, quer fortalecer e dar visibilidade a ações socioambientais que já estejam sendo desenvolvidas.
Segundo a representante do Pnuma, Bernadette Lange, esse programa `é uma preparação para a sustentabilidade a médio e longo prazo. É conscientizar a população e essencialmente o jovem, que estarão no poder e que serão tomadores de decisão a longo prazo, de que eles podem fazer a diferença em termos da sustentabilidade ambiental no Brasil`.
O projeto, além de estimular a juventude no debate de questões ambientais, pretende mobilizar 15 mil jovens nos próximos 18 meses para a discussão e apresentação de opiniões e impressões sobre preservação e conservação ambiental.
Para isso, o Geo Juvenil criou uma rede nacional, formada por 54 jovens, dois em cada estado e no Distrito Federal. Esses jovens são responsáveis pela mobilização de outros jovens e pela promoção de debates e palestras sobre meio ambiente.
`A proposta é mobilizar a juventude do Brasil. Nós faremos essa mobilização por meio dos jovens. Eles atuam como uma motivação do projeto. São eles que atuarão na base. O Brasil tem dimensões continentais. Seria impossível mobilizar a juventude brasileira, esses 15 mil jovens, sem essa estrutura, e esses jovens permitirão que isso aconteça`, explicou a coordenadora do programa, Camila Godinho.
O site do projeto também foi lançado na seguna-feira com a finalidade de aproximar os jovens de todo o Brasil no debate de questões sociambientais e para recolher impressões de cada um sobre o tema.
A ideia é fazer com que os jovens possam deixar lá as suas impressões, poder debater, dialogar e ter acesso a uma formação continuada`, informou Érika Costa, outra coordenadora nacional do programa.
O programa pretende recolher mais de 4 mil depoimentos No ar há três meses, o site já recebeu mais de 100 mil acessos.
Ao final dos 18 meses, será lançado um livro, além de um CD, com uma análise sobre o meio ambiente e com todas as manifestações e experiências dos jovens participantes do projeto.
Fonte: Agência Brasil

Assista esse video, muito bom. Mas, será que tudo isto é verdade? É preciso refletir!



Texto II
PJMAIS - Programa de Jovens Meio Ambiente e Integração Social

O Programa de Jovens, Meio Ambiente e Integração Social – PJ-MAIS, é um programa de educação ecoprofissional e formação Integral de adolescentes entre 15 e 21 anos, moradores de zonas periurbanas e entorno de áreas protegidas da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, criada em 1994 pela UNESCO.
A proposta do Programa de Jovens é adequada ao conceito de reserva da biosfera, integrando a necessidade de sustentabilidade econômica de jovens com a preservação e recuperação ambiental, mudando atitudes e paradigmas   em relação   ao seu ambiente e melhorando a qualidade de vida das comunidades envolvidas.
Este programa trabalha em sua totalidade, encorajando o estudante a pensar, a refletir, a tomar decisões e a praticar a ética e cidadania.
Esta formação implica na criação de oportunidades de participação,. treinamento e capacitação em cinco oficinas temáticas ministradas em nosso município, sendo elas:
· Produção e Manejo Agrícola e Florestal Sustentáveis
· Turismo Sustentável
· Agroindústria Artesanal
· Consumo, Lixo & Arte
· Formação Integral.
Estas oficinas  práticas e reflexivas, de caráter produtivo, abrangem uma ampla gama de possibilidades de atuação ecoprofissional dos jovens no chamado ecomercado de trabalho, capacitando-os à geração  de bens e serviços cujas preocupações centrais são a conservação ambiental e o bem estar humano, norteados por relações éticas, seguras e dignas de trabalho, usando tecnologias de baixo impacto social e ambiental.

Conheça as 10 profissões mais promissoras no mercado de trabalho

Que profissão seguir? Está em dúvida? Talvez as informações que segue possam ajuda na sua decisão, seja para a seleção em vestibular ou para um concurso público. Leia e tome sua decisão. Só não sei o motivo de Professor "ainda" não constar nesta lista? Se alguém souber , o real motivo, mande-me um comentário? ( RSSSSS, KKKKKK)

Johniere Alves Ribeiro

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Conheça as 10 profissões mais promissoras no mercado de trabalho

Por Larissa Alberti | Redação wPós - BBC Brasil – 04/05/2012 11:33:00

A área da Engenharia deve liderar as contratações no país nos próximos anos. Foi o que revelou a pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020, realizada pela Fundação Getulio Vargas e divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Para os especialistas, o segmento comercial – um dos principais empregadores - também deve ter grande número de contratações. O relatório da Firjan apontou que 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Para mais da metade das empresas, o diploma universitário é indispensável para profissionais de nível médio/técnico.
A pesquisa, feita pela Firjan, tem o objetivo de Identificar perspectivas do mercado de trabalho, no que tange à contratação e requisitos de formação educacional para carreiras em empresas industriais brasileiras, tendo como horizonte o ano de 2020. Participaram profissionais da área de recursos humanos de 402 empresas brasileiras que empregam 2,2 milhões de empregados.
Para descobrir quais profissões devem permanecer “aquecidas” nos próximos anos, a BBB Brasil entrevistou especialistas e elaborou uma lista. Confira o top 10 das profissões:
1) Engenheiro de Petróleo – média salarial de R$ 14 mil
É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando uma maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente.
2) Engenheiro de mobilidade – média salarial de R$ 12 mil
Supervisiona grandes obras de infraestrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.
3) Engenheiro ambiental e sanitário - média salarial de R$ 8 a R$ 12 mil
Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos ciosos de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.
4) Médico do trabalho – média salarial R$ 10 a R$ 16 mil
Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.
5) Gerente de recursos humanos - média salarial de R$ 8 a R$ 14 mil
É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos.
6) Controller - média salarial de R$ 10 a R$ 20 mil
Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração e contabilidade.
7) Advogado de contratos - média salarial de R$ 10 a R$ 14 mil
Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.
8) Gerente comercial/vendas  - média salarial de R$ 8 a R$ 18 mil
É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.
9) Biotecnologistas - média salarial de R$ 4 a R$ 5 mil
Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.
10) Técnico em Sistemas de Informação - média salarial de R$ 2 a R$ 3 mil
É responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

10 concursos mais bem pagos e disputados do país


Para você que está pretendendo concorrer a um concurso que lhe dê bons rendimentos ai vai uma dica. Mas, lembre-se, é preciso estudar muito, principalmente saber ler e interpretar, como também escrever bons textos.
PS: Neste blog já ofertamos dicas interessantes para quem quer ler com mais qualidade.
Johniere Alves Ribeiro.




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10 concursos mais bem pagos e disputados do país

Por Larissa Alberti | Redação IMP – 14/05/2012 11:14:00
Um dos motivos que leva milhares de brasileiros a investir nos estudos para prestar concursos públicos é a alta remuneração oferecida. Além do salário são diversas bonificações ao longo da carreira. Em cargos de confiança, o servidor ganha um acréscimo no salário, e os planos de carreira, que proporcionam aumentos salariais periódicos. Veja abaixo apenas os concursos no nível federal:
1) Senado Federal e Câmara dos Deputados
O concurso do Senado é um dos mais concorridos. O último, realizado em março deste ano, teve 157.939 inscritos para 246 vagas disponíveis, o que representa uma média de 642,02 candidatos por vaga. A remuneração oferecida foi de R$ 13.833,64 para técnico legislativo e polícia legislativa, R$ 18.440,64 para analista legislativo e R$ 23.826,57 para consultor legislativo.
A Câmara dos Deputados tem uma das mais altas remunerações. A próxima seleção será realizada no dia 3 de junho e oferece 34 vagas de nível superior para sete cargos diferentes. A remuneração inicial é de R$ 11.914,88.
A última seleção na Câmara foi realizada em 2007 e ofereceu 212 vagas com salários entre R$ 3.252,22 e R$ 9.008,12.
2) Receita Federal
O último concurso da Receita Federal foi realizado em dezembro de 2009, quando foram oferecidas 450 vagas para o cargo de auditor fiscal, com remuneração de R$ 13.067,00, e outras 700 vagas para o cargo de analista tributário, com remuneração de R$ 7.624,56. Ao todo, 158.005 pessoas se inscreveram. A previsão é de que o próximo edital do concurso seja lançado em junho deste ano.
3) Tribunal de Contas da União
O TCU divulgou nota recentemente anunciando a realização de concurso público para o preenchimento de 29 vagas de nível médio para o cargo de técnico federal de controle externo. A remuneração inicial é de R$ 6.308,42, podendo chegar a R$ 9.334,55. A última seleção para o tribunal de nível médio teve 28.769 pessoas inscritas. O último concurso de nível superior para o tribunal foi realizado no ano passado e ofereceu 70 vagas de auditor federal do controle externo. No total, quase onze mil pessoas se inscreveram para concorrer aos cargos com remuneração inicial de R$ 11.256,83.
4) Ministério Público da União
O último concurso do MPU, realizado em 2010, teve 754.791 inscritos para concorrer a 590 vagas, sendo 408 para o cargo de técnico (nível médio) e 186 para analista (nível superior). A remuneração oferecida foi de R$ 3.993,09 para técnicos e R$ 6.551,52 para analistas.
5) Polícia Federal
A Polícia Federal realizou concurso público, no início de maio, para o preenchimento de 600 vagas – sendo 500 para o cargo de agente e 100 para o cargo de papiposcopista. Ao todo, 119.005 pessoas concorreram aos cargos com salários iniciais de R$ 7.514,33. Está previsto para este mês o lançamento de mais um concurso, que oferecerá 600 vagas - 350 para o cargo de escrivão, 150 para delegado e 100 para perito, com salários de R$ 7.818 para escrivão e R$ 13.672,00 para delegado e perito.

sábado, 2 de junho de 2012

GUINÉ-BISSAU: ODETE SEMEDO E ARTE DE CONTA HISTÓRIA


  LUSOFONIA


A Literatura lusófona é a literatura escrita em língua portuguesa. Devido à existência de vários países pertencentes à Lusofonia, a literatura em língua portuguesa faz parte de várias expressões literárias nacionais.
Abaixo trago uma resenha sobre Odete Semedo, uma escritora ( africana)  atuante e que utiliza sua escrita para representar seu país e sua cultura. Um dos livros que mais gosta desta autora chama-se "Djénia", nele a autora nos apresenta alguns contos ( PASSADAS), demonstrando-se um excelente contadora de histórias, mas a maior parte de sua obra é  no campo da poesia.
Vale a pena conhecer sua obra, leia um de seus poemas:

Johniere Alves Ribeiro

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EM QUE LÍNGUA ESCREVER                                                 NA KAL LINGU KE N NA SKRIBI NEL

(português)                                                                                   (kriol)                   

Em que língua escrever                                                 Na kal lingu ke n na skribi
As declarações de amor?                                              Ña diklarasons di amor?
Em que língua cantar                                                     Na kal lingu ke n na kanta
As histórias que ouvi contar?                                        Storias ke n contado?

Em que língua escrever                                                 Na kal lingu ke n na skribi
Contando os feitos das mulheres                               Pa n konta fasañas di mindjeris
E dos homens do meu chão?                                      Ku omis di ña tchon?
Como falar dos velhos                                                  Kuma ke n na papia di no omis garandi
Das passadas e cantigas?                                             Di no passadas ku no kantigas?
Falarei em crioulo?                                                         Pa n kontal na kriol?
Falarei em crioulo!                                                         Na kriol ke n na kontal!
Mas que sinais deixar                                   
Aos netos deste século?                                                O n na tem ku papia
                                                                                            Na e lingu lusu
Ou terei que falar                                                           Ami ku ka sibi
Nesta língua lusa                                                            Nin n ka tem kin ku na oioin
E eu sem arte nem musa                                              Ma si i bin sedu sin
Mas assim terei palavras para deixar                        N na ten palabra di pasa
Aos herdeiros do nosso século                                   Erderos di no djorson
Em crioulo gritarei                                                         Ma kil ke n ten pa konta
A minha mensagem                                                      N na girtal na kriol
Que de boca em boca                                                  Pa recadu pasa di boka pa boka
 Fará a sua viagem                                                        Tok i tchiga si distino

Deixarei o recado                                                          Ña recadu n na disal tambi na um fodja
Num pergaminho                                                         Na e lingu di djinti
Nesta língua lusa                                                           Pa no netus ku no erderos bin sibi
Que mal entendo                                                          Kin ke no sedu ba
E ao longo dos séculos                                                Anos... mindjeris ku omis d’e tchon
No caminho da vida                                                     Ke firmanta no storia
Os netos e herdeiros
Saberão quem fomos
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RESENHA
Maria Odete da Costa Semedo, uma alma inquieta da Guiné-Bissau

Poeta e professora de língua portuguesa, entre as desilusões da pós-independência, as agruras que envolveram o país em formação e a busca de uma identidade, Maria Odete questiona em que idioma escrever, em um país que tem o Português como língua oficial, mas que se manifesta afetivamente por meio da língua crioula.

Luciano Silva*
Em 7 de novembro de 1959, nasceu a poeta Maria Odete da Costa Semedo, em Bissau, capital da então colônia portuguesa, Guiné-Bissau. Nesta época, a vida política e literária desta colônia passava por importantes e intensas mudanças. A principal foi a consolidação dos primeiros poetas guineenses, representados pelas figuras de Vasco Cabral, António Baticã Ferreira e mílcar Cabral, ligados ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC). Engajada na luta pela emancipação, iniciada em 1945, esta geração de poetas e revolucionários seguiu até os anos 70, e caracterizou-se pela poesia de combate, cujo foco é a exaltação do sentimento nacionalista e a denúncia da miséria e do sofrimento decorrente da colonização. O objetivo imediato deste grupo foi o de incitar a luta de libertação e a construção de um país independente. Por conta do caráter exploratório da colonização portuguesa, seria irrelevante ressaltar que só em 1958 surgiu a primeira instituição oficial de ensino médio. Entretanto, esse fato é significativo para que se compreenda a importância da poesia militante desenvolvida nesta época e o porquê do surgimento de uma nova concepção poética na geração seguinte, voltada para as questões existenciais e intimistas.

A poesia intimista
Representante da nova geração, Odete Semedo foi a primeira poeta a publicar, em 1996, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), um livro de poesia, intitulado Entre o Ser e o Amar. Nesta obra, encontram-se dois grandes temas, comuns a esta geração: o primeiro, expresso de forma muitas vezes indireta, trata das desilusões vinculadas à pós-independência e de todas as agruras que envolveram o país em formação (o que resultou na guerra civil de 1998/1999); o segundo, diretamente, manifesta-se na busca de uma identidade, de um eu que se vê dissolvido em mundo de contradições. Os versos de Odete revelam não só a tensão que permeia o período de mudanças, mas, também, a inquietude própria do individuo diante da existência. Neste sentido, o tema barroco par excellence, embora desprovido do formalismo rebuscado do Quinhentismo português, é a manifestação latente do seu fazer literário. Em cada verso, evidencia-se o clamor de uma alma cindida entre as necessidades práticas do mundo material e o universo lírico de sua poesia: é a mulher do dia-a-dia debatendo-se com o dia-a-dia das reflexões metafísicas.

As dobras da língua
Outro aspecto da poesia de Odete, comum a todos os que passaram pelos grilhões da colonização, é o questionamento e a reflexão acerca da língua e das suas diversificações: “Na Guiné-Bissau, diz ela, (...) para além das línguas usadas por cada um dos grupos étnicos, existe uma língua franca falada por cerca de 70% da população de todo o país, o crioulo de base portuguesa, e uma língua oficial utilizada na administração e no ensino, o português, dominado por cerca de 12 por cento da população guineense” (in A língua e os nomes na Guiné-Bissau, 2003).

Segundo Albert Memmi, no livro Retrato do Colonizado, com o prólogo de Jean-Paul Sartre, de 1966, que trata da colonização francesa na Argélia, a imposição da língua do colonizador provoca, intelectualmente, uma secção na personalidade individual e coletiva e que dificilmente pode ser superada, pois o conflito manifesta-se em todas as áreas da vida social do colonizado. Assim, terá ele que lidar com “uma língua doméstica, a materna, para as relações amorosas, a família e a amizade, e outra língua, a do dominador, para os usos administrativos (...)”.

Em que língua escrever, então?
Odete Semedo evidencia este conflito ao apresentar os poemas que compõem Entre o Ser e o Amar em duas versões: o português e o crioulo. Se por um lado a poeta está inserida na cultura portuguesa, por outro a sua memória está profundamente fincada no solo da tradição, da sua terra, da sua cultura. Entretanto, no texto Língua Esvoaçante, a multiplicidade lingüística deixa de ser o foco principal da questão e a língua, enquanto tal, é concebida sob os seus diversos aspectos. Se isso não resolve a questão, e essa irresolução é muito mais significativa para a poesia, ao menos traz à tona o caráter simbólico e transitório da língua, sem que a sua função primeira, isto é, a transmissão de vivências, seja alienada. Pois, se a “língua nasceu solta e desenvolta”, se “Nasceu virada para fora de si, irmanada com os lábios, os dentes e as cordas vocais que lhe deram a fala, a música, o grito e o silêncio, próprio da caverna onde livremente se encontra enclausurada”, se “A língua serve-se dos olhos, de tudo ao seu alcance e fora dele para, sem papas, testemunhar a nossa relação com a vida”, então “a língua não se importa que a façam voar em vozes e falas, que a enrolem em pergaminhos, folhas simples ou papel reciclado”, pois “o certo é que em silêncio ela grita e mesmo quando, inseguros, nela deitamos a mão... questionando... a língua é sempre testemunha”.

Sim. A língua é sempre testemunha dos percalços e desventuras, da união e da segregação, dos mais íntimos confins do poeta e do seu entorno, dos silêncios que em muitos casos dizem muito e da verborragia desenfreada que, se não diz tanto, ao menos alivia a alma. A língua, essa inquieta forma de manifestação do Ser, é a representante maior da fissura existencial. Assim, a questão sobre em que língua escrever é facilmente superada, pois, seja em português ou em crioulo, o testemunho estará guardado, “as declarações de amor” atingirão os corações, “As histórias que ouvi contar” serão recontadas, e os feitos “das mulheres e dos homens do meu chão” estarão registrados e disponíveis às lembranças das gerações futuras.

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Maria Odete da Costa Semedo licenciou-se em línguas e em literaturas modernas pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade nova de Lisboa. Professora da língua portuguesa, foi Diretora da Escola Normal Superior “Tchico Té”. Coordenou, entre outras atividades, o Projeto “Expansão e Melhoria Qualificativa do Ensino da Língua Portuguesa” apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Foi Ministra da Educação Nacional e Presidente da Comissão Nacional da UNESCO-Bissau. É atualmente Ministra de Saúde Pública e Consultora do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) para as áreas da Educação e Formação. 1971/1972: publicou na revista Zeitschrift fûr literatun, kuns and kultur politik losophones Afrika e Giraz. 1996: publicou o livro de poesia Entre o ser e o amor, além de diversos trabalhos em várias antologias literárias, jornais e revistas especializadas (no exterior e na Guiné-Bissau): Antologie de Literatures Francophones de L`Afrique de L`Ouest, Paris pela Editions Nathan e na revista austríaca Sterz. Participou da fundação das revistas Tcholona Artes e Cultura onde publicou ensaios de intervenção cívica. 2000: publicou dois volumes de histórias oriundas de pesquisa oral respectivamente, Soneá e Djênia. O primeiro foi editado em Bissau, pela Editora Escolar, e marca a sua estréia na ficção. 2003: recebeu o prêmio, na categoria escritor, de personalidade que contribuiu para o desenvolvimento global da Guiné-Bissau. Publicou os artigos “A língua e os nomes na Guiné-Bissau” e “Língua Esvoaçante”.

(*) Luciano Silva é Bacharel em Filosofia (UFRJ), Mestre (PUC/Rio), escritor co-fundador da Bagatelas! (www.bagatelas.net) e professor de Literatura Brasileira.


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